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Para Wagner, Lula só vai opinar em novo governo se for solicitado

por João Peres, Rede Brasil Atual publicado , última modificação 31/10/2010 21h00

O governado eleito da Bahia, Jaques Wagner (Foto: Divulgação)

São Paulo - O governador da Bahia, Jaques Wagner, chegou ao hotel onde se concentram as lideranças da base aliada de Dilma Rousseff pouco antes do anúncio oficial da vitória da candidata. Ele comemorou a eleição de uma mulher para presidir o Brasil pela primeira vez, comentou sua expectativa em relação ao governo da nova presidenta e as diferenças em relação ao presidente Lula.

“A característica pessoal de cada um pesa na escolha da equipe, o que permanece é o projeto. Creio que ela tem condições de acelerar e fazer um trabalho até mais forte do que até agora, pois chega com a casa arrumada”, afirma. “O presidente Lula sai da política e se apropria da gestão. Dilma faz o caminho inverso, sai da gestão e se apropria da política. São caminhos distintos, mas que se encontram e são fundamentais no exercício do governo”.

Perguntado pela Rede Brasil Atual, Wagner afirmou que o papel de Lula no novo período será o de ex-presidente. “Lula continuará a ter um papel muito grande no PT e na política brasileira, mas conheço o presidente muito bem para saber que ele só vai opinar se for convidado, não vai se intrometer. Lula sabe que Dilma tem competência e personalidade, mas não tem como tirar o peso dele para o PT, o Brasil e próprio governo de Dilma. Diria que ele ficará na reserva para quando precisar ser consultado”, afirmou.

O governador baiano, reeleito para um novo mandato a partir de 2011, vê como prioridade do novo governo a potencialização dos investimentos em infraestrutura de forma a permitir a manutenção da trajetória de crescimento econômico com combate à desigualdade social.