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Oposição vai ao ataque com dois pedidos de investigação por quebras de sigilo

Depois de ter representação arquivada no TSE, PSDB pede investigação do Ministério Público Federal
por Redação da RBA publicado , última modificação 04/09/2010 19h29
Depois de ter representação arquivada no TSE, PSDB pede investigação do Ministério Público Federal

Álvaro Dias vê "rosário de crimes" em questão. Oposição aumenta tom dos ataques (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

São Paulo - O PSDB anunciou neste sábado (4) dois novos pedidos de investigação sobre o caso de quebra de sigilo fiscal da filha do presidenciável José Serra (PSDB). As representações foram encaminhadas ao ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e Ministério Público Federal, solicitando a análise de motivações ligadas à campanha e contra funcionários da Receita Federal. As ações serão pedidas nesta segunda-feira (6).

Na semana passada, a coligação de Serra entrou com pedido de cassação da candidatura de Dilma Rousseff (PT) no Tribunal Superior Eleitoral. O requerimento foi arquivado por falta de provas que relacionassem o caso à campanha da governista.

 

O secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, e o corregedor do órgão, Antonio Carlos Costa D'Avila, são acusados agora pela oposição de improbidade administrativa e obstrução da investigação. "O corregedor e o secretário estão acobertando os responsáveis por esse crime," disse o senador Álvaro Dias a jornalistas em São Paulo.

Verônica Serra, filha do candidato, teve declarações de imposto de renda obtidas a partir de procuração falsa em novembro de 2009. O contador Antônio Carlos Atella Ferreira foi quem apresentou os documentos. Outras quatro pessoas ligadas ao PSDB estavam em uma lista de 140 cadastros acessados por uma funcionária da Receita Federal. Segundo o órgão, os casos não têm relação entre si e são analisados separadamente pela corregedoria da receita.Segundo Dias, "fatos novos" motivaram estes pedidos, entre eles a "simulação de assalto" no diretório do PT em Mauá e a filiação de Atella ao PT. A informação, porém, foi desmentida pelo PT. Apesar disso, o senador qualificou os fatos como "um rosário de crimes" e "um festival de crimes sem punição".

O vice na chapa de Serra, deputado Índio da Costa, foi ainda mais duro nos ataques à candidata petista Dilma Rousseff. "O PT, mais uma vez, está escondendo a Dilma," declarou. "Ela tem que vir a público dizer o que pensa disso", atacou.

Estavam presentes à coletiva de imprensa concedida na sede do PSDB em São Paulo o vice-presidente executivo da legenda, Eduardo Jorge Caldas Pereira (que teve seu sigilo fiscal quebrado), o presidente do PPS e candidato a deputado federal, Roberto Freire, e o candidato à vice-presidente da República, Indio da Costa.

Com informações da Agência Brasil e Reuters