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PF indicia filho de Sarney por formação de quadrilha e outros crimes

No senado estudantes se manifestaram pedindo a saída do presidente da casa, José Sarney; Paulo Duque, presidente do Conselho de Ética afirmou que não haverá favorecimento nas investigações por quebra de decoro
por thiagodomenici publicado , última modificação 16/07/2009 22h00
No senado estudantes se manifestaram pedindo a saída do presidente da casa, José Sarney; Paulo Duque, presidente do Conselho de Ética afirmou que não haverá favorecimento nas investigações por quebra de decoro

Durante protesto pela saída de Sarney da presidência do Senado, estudantes dividem pizza (Foto: José Cruz/ABr)

A família Sarney esteve na pauta no Conselho de Ética do Senado, em manifestações de estudantes em Brasília e no indiciamento pela Polícia Federal do Maranhão do filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o empresário Fernando José Macieira Sarney.

Macieira estava sob investigação há dois anos, no âmbito da Operação Boi Barrica, que mapeou transações suspeitas como caixa-dois antes das eleições de 2006, além de evasão de divisas e corrupção em setores do governo federal. A irmã de Fernando, Roseana Sarney, era candidata ao governo do estado no período. 

Fernando Macieira Sarney que também é vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foi indiciado por formação de quadrilha, criação de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. As penas somadas para esses crimes podem chegar a 22 anos de prisão.

Outros três suspeitos foram indiciados por falsidade ideológica e formação de quadrilha: Thucidides Frota, Marcelo Aragão e Walfredo Dantas. O inquérito segue agora para o Ministério Público Federal.

Conselho de Ética e manifestações

Paulo Duque (PMDB-RJ), presidente do Conselho de Ética do Senado, acusado de fazer parte da tropa de choque de Sarney negou que haverá favorecimento nas investigações por quebra de decoro. As cinco representações serão analisadas em agosto, após o recesso parlamentar.

O senador afirmou não estar preocupado com a opinião pública durante o processo. "A opinião pública é volúvel, flutua. A opinião pública é capaz de colocar 100 mil pessoas no Maracanã para ver a Madonna e o Roberto Carlos", destacou. "E vamos ser realistas: não estamos aqui para crucificar ninguém."

Ainda durante à tarde, cerca de 30 estudantes universitários foram ao Senado vestindo camisetas estampadas com letras que, juntas, formavam a frase "Fora Sarney", e aos gritos pediram a renúncia do senador, alvo de denúncias de envolvimento em irregularidades no exercício do cargo e desvio de recursos públicos distribuídos pela Petrobras à Fundação José Sarney. O senador não estava no local no momento da manifestação.

Com informações da Agência Brasil