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Biden condiciona ajuda dos EUA a Israel à proteção de civis em Gaza

Esta é a primeira vez que a Casa Branca sugere que poderia condicionar sua ajuda a seu principal aliado no Oriente Médio

Divulgação/Casa Branca
Divulgação/Casa Branca
Biden e Netanyahu em encontro na Casa Branca em outubro passado

São Paulo – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta quinta-feira (4) ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que o apoio contínuo de seu país a Israel dependerá da proteção a civis em Gaza. E incitou um “cessar-fogo imediato” no território palestino, segundo a Agência France Press.

O aviso foi dado em telefonema dias após o bombardeio israelense que matou sete trabalhadores de organização humanitária que levavam alimentos a Gaza. Israel atribuiu o ataque a “um erro”, mas houve grande repercussão internacional.

A agência informou também que Biden instou Netanyahu a “anunciar e implementar uma série de passos específicos, concretos e mensuráveis para abordar os danos a civis, o sofrimento humanitário e a segurança dos voluntários”.

Biden “deixou claro que a política americana com relação a Gaza será determinada por nossa avaliação da ação imediata de Israel sobre estes passos”, acrescentou a nota.

Condição para apoiar é inédita

Biden disse ainda a Netanyahu que os ataques aos voluntários e a situação humanitária em Gaza, onde as Nações Unidas advertiram para o risco de fome, “são inaceitáveis”. E também “ressaltou que um cessar-fogo imediato é essencial para estabilizar e melhorar a situação humanitária e proteger civis inocentes”.

Esta é a primeira vez que a Casa Branca sugere que poderia condicionar sua ajuda a seu principal aliado no Oriente Médio. Biden se diz “indignado” com o ataque e considerou que Israel não faz “o suficiente” para proteger as organizações que ajudam a população civil em Gaza, submetida a uma situação humanitária catastrófica.

O apoio dos Estados Unidos a Israel – e por tabela ao massacre em Gaza, que desde o início de outubro matou mais de 35 mil palestinos, sendo 75% crianças e mulheres –, traz cada vez mais prejuízos a Biden. Apoiador do sanguinário Netanyahu, que enfrenta crescente rejeição de israelenses que pedem sua renúncia, o norte-americano perde votos. Especialmente dos mais jovens, contrários à aliança com Israel.

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Redação: Cida de Oliveira



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