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Limeira

Oscar, o paizão coruja do craque Roberto Carlos

Ele continua motorista de perua escolar em Cordeirópolis. Por puro passatempo
por Redação da RBA publicado 03/05/2013 17h31, última modificação 11/04/2011 18h05
Ele continua motorista de perua escolar em Cordeirópolis. Por puro passatempo

O pai de Roberto Carlos, um baiano criado em Garça: orgulho do filho (Foto: Dalva Radeschi/ Jornal Brasil Atual)

Oscar Pereira da Silva, pai de Roberto Carlos e de quatro filhas, é um baiano de vida simples, criado na roça da região de Garça, no interior paulista, onde carpiu muito café. Desde 1981, seu Oscar mora em Cordeirópolis, onde trabalhou de ajudante geral na Bignoto, indústria de urnas mortuárias, e depois foi caminhoneiro até se aposentar. Hoje, além de ajudar a administrar os bens de Roberto Carlos, ele não deixou de ser motorista. Há nove anos ele é condutor escolar, sua grande paixão.

O seu Oscar lembra que o momento duro da separação ocorreu justamente na ida do filho para Araras, em 1986. “Não tinha como acompanhá-lo, tinha o compromisso do sustento da casa.” Para a mãe, Vera Lúcia da Silva, viver longe do filho sempre foi difícil. “Hoje estou mais acostumada, vejo os jogos dele na televisão, é como se morassem juntos” – disse ela, pouco antes de o filho decidir ir para a Rússia, no início deste ano, depois de ser ameaçado de agressão por torcedores corintianos inconformados com a desclassificação do time da Copa Libertadores diante do Tolima, da Colômbia.

Roberto vem sempre a Cordeirópolis visitar os pais. Caseiro, não costuma sair pela cidade, a não ser por um grande motivo, como assistir ao show de Milionário e José Rico. Seu Oscar ainda hoje bate uma bolinha. Em jogos beneficentes em Cordeirópolis e Iracemápolis, ele é convidado para atuar ao lado de grandes ídolos do futebol, para ele uma emoção muito grande. Pai orgulhoso, tem para o filho só elogios, e espera que Roberto Carlos continue humilde e ainda jogue por muito tempo, e seja feliz.

Da roça à Rússia

Roberto Carlos - Russia - DivulgaçãoRoberto Carlos nasceu na roça e lá viveu até os sete anos. Como toda criança, gostava de bola. Os pais viram potencial no menino e foi com muita luta que, aos treze anos, ele foi para Araras, onde começou a se destacar no União São João. Na época, ele se dividia entre o trabalho – numa tecelagem – e o time. Lá, ele foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira Sub-20. 

Roberto Carlos então foi comprado pelo Palmeiras, em 1993, e sagrou-se campeão brasileiro. Depois, seguiu para o futebol europeu. Atuou na Internazionale de Milão e no Real Madrid, da Espanha, onde ficou onze anos, conquistando prestígio mundial – em 2004, Roberto Carlos recebeu a cidadania espanhola, mas manteve a brasileira. Na época, ele foi apontado por Pelé como um dos 125 maiores jogadores de futebol vivos.

Em 2007, o jogador decidiu ter novas experiências e se transferiu para o Fenerbahçe, da Turquia, onde colaborou para que a equipe chegasse às quartas de final Champions League da UEFA, fato inédito num clube turco. Em 2009, Roberto Carlos voltou ao Brasil, ao Corinthians, e foi recepcionado por 6.000 torcedores. Mas um fracasso do time na Copa Libertadores, em 2011, levou-o de volta ao Exterior: Roberto Carlos está agora no Anzhi, time da cidade de Makhachkala, na República (separatista) do Daguestão, no sul da Rússia. 

Curiosidades

Roberto Carlos é conhecido pelo chute forte e pela rapidez. Em testes realizados em 2006, o lateral fez 100 m em 10s9 e ganhou o status de jogador mais rápido do elenco do Real Madrid.

Em 1997, foi o segundo colocado no prêmio de melhor jogador do mundo da FIFA, perdendo para seu compatriota Ronaldo.

Roberto Carlos tem mais de 120 jogos pela Seleção Brasileira. Jogou três Copas do Mundo. Com ele, o Brasil foi vice--campeão mundial em 1998, na França; campeão mundial em 2002, no Japão; e, desclassificado nas quartas de final em 2006, na Alemanha.

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