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Dilma propõe ampliar responsabilidade do governo federal na segurança pública

Presidenta, candidata à reeleição, disse a jornalistas que a Copa é um exemplo de que ações articuladas têm resultados. 'A ação fragmentada faz com que o crime organizado nos derrote', afirmou

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Presidenta disse que foi levada por Aécio Neves aos ataques, mas que tem propostas que “podem ser aferidas”

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, afirmou hoje (17), em Florianópolis, que está propondo uma alteração na Constituição para que o governo federal assuma responsabilidade na segurança pública, atual atribuição da esfera estadual. Segundo ela, a União tem exercido papel complementar, dando suporte aos estados. “Não podemos aceitar que os governos estaduais fiquem sozinhos enfrentando um organismo que não é local, é nacional”, disse. Ela participou de ato de mobilização com lideranças locais.

Dilma afirmou que é preciso rever a forma pela qual as ações são articuladas e mencionou o que vem sendo feito desde o governo Lula: “Temos tido uma experiência diferente. A ação fragmentada faz com que o crime organizado nos derrote, porque você tira eles de um lado, eles vão para outro, e piora a situação do outro lugar. Aí você vai para aquele outro lugar e fica enxugando gelo, é isso que ocorre”.

Em conversa com jornalistas, disse que a experiência demonstra, tanto na política de fronteira, Operação Sentinela quanto pela Operação Ágata – Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional, com apoio das Forças Armadas –, que só a soma de esforços permite resultados concretos. “A Copa mostrou isso. Mostrou um exemplo de conduta adequada, que foi a articulação de todos, cada um mantendo sua estrutura de comando em centros de comando de controle. Nós vamos construir infraestruturas coordenadas e articuladas, que esta é uma das questões mais graves da federação”, prometeu.

Questionada sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de proibir os candidatos de usar a propaganda eleitoral gratuita para ataques, a presidenta disse que não escolheu este caminho, mas que foi levada a ele por seu adversário, o tucano Aécio Neves. Mencionou os programas que tem para apresentar aos eleitores, como o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), Programa Universidade para Todos (Prouni), Minha Casa, Minha Vida, Bolsa Família e outras propostas concretas que “podem ser aferidas”.

De Santa Catarina, a candidata seguia para a capital paranaense, Curitiba, onde faria caminhada. Ao encerrar a entrevista coletiva disse: “Dois abraços e, como sou mineira, um queijo”.