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Com recorde mensal, superávit comercial supera US$ 40 bi no ano

Saldo de novembro é o maior da série histórica, assim como o resultado acumulado em 2016
Publicado por Redação RBA
17:08
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Marcello Casal Jr/Abr/fotos públicas
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Em 12 meses, o país acumula saldo de US$ 49,522 bilhões

São Paulo – A balança comercial teve mais um superávit em novembro, desta vez de US$ 4,758 bilhões, melhor resultado para o mês na série histórica, iniciada em 1989. No ano, o saldo acumulado de US$ 43,282 bilhões também é recorde. Os dados foram divulgados na tarde de hoje (1º) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

No mês passado, as exportações somaram US$ 16,220 bilhões e as importações atingiram US$ 11,463 bilhões. De janeiro a novembro, as vendas brasileiras ao exterior atingem US$ 169,307 bilhões e as importações, US$ 126,025 bilhões. Com base na média diária, o superávit de 2016 é 220,5% maior que o de igual período de 2015. As exportações têm retração de 3,3%, enquanto as importações caem 22%.

Em 12 meses, o país acumula saldo de US$ 49,522 bilhões, crescimento de 258,9% sobre igual período do ano passado.

Entre as exportações brasileiras, de janeiro a novembro caíram as vendas de produtos básicos (-9,6%) e cresceram as de semimanufaturados (5%) e de manufaturados (2,1%). Dos básicos, houve redução da receita de café em grão (-15,9%), petróleo em bruto (-14,3%), farelo de soja (-11,7%), milho em grão (-11,1%) e minério de ferro (-10,4%), entre outros itens, enquanto cresceram as vendas de carne suína (13,7%) e algodão em bruto (3,2%).

Nos semimanufaturados, os destaques foram as altas de açúcar em bruto (40,4%), ouro em forma semimanufaturada (28,4%) e madeira serrada (15,8%). E nos manufaturados, plataforma para extração de petróleo (222,7%), automóveis de passageiros (38,2%), veículos de carga (25,1%), açúcar refinado (22,7%), tubos flexíveis de ferro/aço (20,9%), aviões (14,7%), suco de laranja não congelado (6,5%), máquinas para terraplanagem (4,6%), pneumáticos (2,3%) e polímeros plásticos (1,7%).

Blocos

Também de janeiro a novembro, caíram as vendas para América Central e Caribe (-18,7%), Mercosul (-9,4%, com crescimento de 1,8% no caso da Argentina), África (-8,4%), Estados Unidos (-5,1%), Ásia (-1,8%, sendo -2% para a China) e União Europeia (-1,8%). Houve crescimento para Oceania (11,7%) e Oriente Médio (2,8%).

Os principais países de destinos das exportações foram China (US$ 34,8 bilhões), Estados Unidos (US$ 20,9 bilhões), Argentina (US$ 12,2 bilhões), Países Baixos (US$ 9,6 bilhões) e Alemanha (US$ 4,4 bilhões).

Em relação às importações, caíram as compras originárias de América Central e Caribe (-51,6%), África (-47,5%), Oriente Médio (-33,1%), Oceania (-26,2%),  Ásia (-25,7%, sendo -27,4% da China), União Europeia (-16,1%), Mercosul (-14,3%, sendo -15,9% da Argentina) e Estados Unidos (-12,6%). Os principais países de origem das importações foram China (US$ 21,70 bilhões), Estados Unidos (US$ 21,68 bilhões), Alemanha (US$ 8,5 bilhões), Argentina (US$ 8,2 bilhões) e Coreia do Sul (US$ 5,1 bilhões).