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CNI: faturamento sobe, renda aumenta e emprego recua em 2012

Entidade fala em 'ano perdido' para a indústria
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 06/02/2013 16h54, última modificação 06/02/2013 17h23
Entidade fala em 'ano perdido' para a indústria

Operário em fábrica do setor de alimentos na Bahia. Indústria registrou avanços, mas considerou 2012 um mau ano (CC/govba)

São Paulo – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera 2012 um "ano perdido" para o setor, mesmo com alguns resultados positivos. Segundo dados divulgados hoje (6), o faturamento subiu 2,4%. As horas trabalhadas na produção recuaram 1,5%, a utilização da capacidade instalada caiu 0,9 ponto percentual e o nível de emprego ficou próximo da estabilidade, com queda de 0,2%.

"Os indicadores da indústria passaram a maior parte de 2012 se alternando entre taxas positivas e negativas de variação na comparação com o mês anterior. Mas os dados positivos, como os registrados em dezembro, foram insuficientes para reverter o desempenho ruim do ano passado", diz a entidade. "A expectativa de crescimento econômico foi frustrada", afirma o gerente executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.

O rendimento médio real – que inclui salário, abonos e participação nos lucros ou resultados (PLR) – cresceu 5,3% sobre 2011. Segundo o gerente da CNI, a retração da atividade não costuma ter impacto imediato nos indicadores do mercado de trabalho, o que pode explicar a relativa manutenção do emprego e o aumento dos salários.

Conforme o estudo, o faturamento aumentou em 12 dos 19 setores pesquisados, com destaque para a alta de 28,2% em papel e celulose. A maior queda foi registrada em outros equipamentos de transporte (carrocerias, aviões, navios e reboques). A capacidade instalada ficou abaixo de 2011 em 13 setores e o emprego caiu em 11. A maior retração foi na indústria de produtos de metal (-6,8%) – esse setor também teve queda no faturamento (-2,7%), nas horas trabalhadas (-5,9%) e na capacidade instalada (-1,1 ponto percentual).

Anfavea

A produção de autoveículos somou 279.332 unidades em janeiro, crescimento de 7,7% sobre dezembro e 31,9% em relação ao primeiro mês de 2012. As vendas atingiram 311.453, recuo de 13,3% e alta de 16,1%, na mesmas bases de comparação. Os dados foram divulgados hoje pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O setor concentrava em janeiro 150.870 trabalhadores, sendo 131.063 em autoveículos e 19.807 em máquinas agrícolas. Em 12 meses, a alta é de 4%, com 5.854 funcionários a mais. Essa elevação é toda concentrada em autoveículos, que cresceu 5%, já que o segmento de máquinas agrícolas recuou 2,2%.