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Dados da OIT confirmam tendência de recuperação dos salários no Brasil

Documento da organização mostra que remuneração do trabalhador brasileiro, em 2011, subiu mais do que o dobro da média mundial
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 07/12/2012 12h24, última modificação 07/12/2012 12h47
Documento da organização mostra que remuneração do trabalhador brasileiro, em 2011, subiu mais do que o dobro da média mundial

São Paulo – O relato da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado hoje (7) reitera a tendência de recuperação dos salários no Brasil, já detectada por analistas do país. Segundo o Relatório Mundial sobre salários, em 2011 a remuneração média no Brasil, descontada a inflação, cresceu 2,7%, mais que o dobro da média mundial (1,2%). Isso também havia acontecido em 2010, quando o salário médio cresceu 2,1% no planeta e 3,8% no Brasil.

Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, os salários do trabalhador formal cresceram 2,93% (acima de 2010, quando subiram 2,57%), para um valor estimado em R$ 1.902,13.

Já a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, mostra que o rendimento médio dos ocupados em 2011 (R$ 1.625,46) cresceu 2,7% sobre o ano anterior. De 2003 a 2011, o poder de compra dos rendimentos aumentou 22,2%.

Também o Dieese mostra trajetória de recuperação dos salários. Segundo o instituto, no ano passado 87% de 702 acordos salariais pesquisados tiveram aumento real (acima da inflação). Outros 8% foram corrigidos por percentual equivalente ao INPC e 6% ficaram abaixo do índice. 

Segundo o instituto, nos últimos 16 anos é possível distinguir dois períodos específicos. De 1996 a 2003, houve predominância de reajustes abaixo da inflação. A partir de 2004, “a parcela dos reajustes iguais e acima passa a ser majoritária, em especial aquela que supera a inflação acumulada entre as datas-base”.

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