ataque à liberdade

Unesco condena assassinato de jornalistas no Brasil e Azerbaijão

Diretora-geral da entidade pede justiça pela morte dos jornalistas Gleydson Carvalho, no Ceará, e Rasim Aliyev, em Boku; moradores da cidade de Gleydson realizam passeata hoje

Arquivo pessoal / Facebook

Gleydson foi morto com cinco tiros, dentro do estúdio, enquanto apresentava programa na hora do almoço

São Paulo – A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), condenou nesta quarta-feira (12) o assassinato do radialista brasileiro Gleydson Carvalho, que atuava na Rádio Liberdade FM, na cidade de Camocim, no Ceará, a 379 quilômetros de Fortaleza.

Crítico ácido da corrupção na política local, Gleydson foi morto com cinco tiros no dia 6 de agosto, dentro do estúdio, enquanto apresentava programa na hora do almoço. Testemunhas disseram que dois homens armados entraram nos estúdios da emissora, assassinaram o radialista e fugiram. Hoje, às 16h30, moradores do município realizam passeata pedindo justiça pela morte do radialista.

Ao condenar o crime, a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, pede “às autoridades para investigar o caso e levar os responsáveis ao tribunal, para que sejam punidos de acordo com a legislação do Brasil”. Irina afirma que “os jornalistas são a voz do povo e quando a violência é usada para silenciá-los, toda a sociedade sofre”.

A agência da ONU também condena o assassinato do jornalista Rasim Aliyev, que morreu no dia 9, na capital do Azerbaijão, Baku. Ele era freelancer e contribuía para vários sites independentes de notícias.

Segundo a Unesco, o jornalista morreu no hospital, após ser espancado por vários homens e não resistir aos ferimentos. Aliyev presidia o Instituto para Segurança e Liberdade de Repórteres em Baku e já havia pedido proteção policial após receber ameaças.

A chefe da Unesco ressalta que as autoridades precisam garantir que os responsáveis pela morte do jornalista sejam levados à Justiça.