Gênero

Subrepresentadas no Judiciário, mulheres têm presença ainda menor nos principais postos

Segundo relatório do CNJ, elas são 40% dos juízes, 25% dos desembargadores e apenas 18% dos ministros

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CNJ mostra retrato da Justiça no país: a presença das mulheres diminui na medida em que cresce a importância dos postos

São Paulo – As mulheres representam apenas 38% do Judiciário brasileiro, segundo o relatório Justiça em Números, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). É a primeira vez que o documento inclui um tópico destinado à participação feminina. O CNJ informa ainda que na Europa as juízas já representam 58,5% da magistratura.

Além da subrepresentação, a presença das mulheres diminui na medida em que cresce a importância dos postos. Segundo o relatório do CNJ, “quanto maior o nível de carreira, menor a representatividade”. Assim, elas são 40% dos juízes, 25% dos desembargadores e apenas 18% dos ministros. Os dados são relativos a 2022.

A participação das mulheres no judiciário varia também conforme o ramo. Na Justiça do Trabalho, por exemplo, a situação é de paridade, com 51% de homens e 49% de mulheres. Elas são maioria no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2), o maior do país, com abrangência em São Paulo e na Baixada Santista: 58%. No TRT5, na Bahia, chegam a 60%.

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Na Justiça Estadual, a situação é igual à média nacional, com 62% de homens e 32% de mulheres. Essa presença masculina sobe para 66% na Eleitoral e a 69% na Federal. Na Justiça Militar e nos tribunais superiores, a participação masculina aumenta para 79%. Já entre cargos comissionados ou de confiança, elas representam 56% do total.

Ainda segundo o documento do CNJ, o país tem 436.384 pessoas na força de trabalho do Judiciário, sendo 18.117 magistrados, 272.600 servidores (226.552 efetivos) e 145.667 auxiliares. Confira aqui o relatório.

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