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Líder sem-teto avalia que somente organização popular pode mudar o país

Coordenador da Frente Brasil Popular, Raimundo Bonfim defende que as eleições de 2020 também serão oportunidade para dialogar com os trabalhadores

FBP
Forte organização dos trabalhadores é o caminho fundamental para mudar a situação do país, avalia Bonfim

São Paulo – Em entrevista à Rádio Brasil Atual, na manhã de hoje (27), o coordenador da Frente Brasil Popular Raimundo Bonfim defendeu o fortalecimento da organização dos trabalhadores para enfrentar a situação que o país vive atualmente, com cassação de direitos e avanço de grupos fascistas. “É um enfrentamento necessário. Mas para que ele exista é preciso investir na organização. Sem uma forte organização popular e muita consciência da classe trabalhadora, vamos ter dificuldade de fazer o enfrentamento necessário”, afirmou.

Para ele, é preciso aproveitar o ambiente das eleições municipais do ano que vem para ampliar o diálogo com a população, inclusive com eleitores arrependidos do atual presidente da República, Jair Bolsonaro. “Quando a gente encontra alguém que está arrependido devia dar um abraço naquela pessoa. Logo depois da eleição a gente via as pessoas se manifestarem que ia dar certo, agora não vê mais isso. As pesquisas dos institutos que medem a popularidade registram que ele é o presidente com mais baixa popularidade da história”, avaliou.

O coordenador da FBP avaliou que a situação do país deve piorar muito, com o desmonte das políticas sociais atingindo níveis crítico. “O orçamento para 2020 é assustador”, sentenciou. “O tema da habitação e políticas urbanas foi desmontado dentro desse desmonte das políticas sociais. O Minha Casa, Minha Vida, que era um programa de 2009, até 2016 viabilizou 4,5 milhões de moradias populares. Já no governo Temer estava paralisado e no governo Bolsonaro não foi construída uma única casa. O orçamento 2020 para habitação tem um corte de 50%”, comentou, sinalizando aumento das lutas dos movimentos de moradia.

Bonfim também demonstrou preocupação com o aumento da perseguição aos movimentos sociais, caracterizado, em São Paulo, pela prisão de várias lideranças sem-teto em junho deste ano. Para ele, as ações dos governos caminham juntas e são parte de um projeto. “Por um lado, o governo reduz o orçamento das políticas sociais e do outro lado fortalece o Estado para criminalizar e reprimir a organização da classe trabalhadora”, afirmou.

Confira a entrevista completa

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