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Mortes em prisões na América do Sul preocupam Nações Unidas

Detenta algemada em hospital de São Paulo, após dar à luz, levou o Brasil a ser mencionado pela ONU
por Redação da RBA publicado 09/02/2012 14h40, última modificação 09/02/2012 14h57
Detenta algemada em hospital de São Paulo, após dar à luz, levou o Brasil a ser mencionado pela ONU

São Paulo - O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas na América do Sul informou que está preocupado com uma onda recente de violência e mortes em prisões da América do Sul. Em comunicado, o representante regional Amerigo Incalcaterra disse que nos últimos dias a violência nos presídios causou a morte de três pessoas no Uruguai, duas na Argentina, duas na Venezuela e uma no Chile, onde um detento, de 25 anos, morreu com um tiro na cabeça, disparado por um guarda, quando tentava fugir.

O Brasil foi incluído no comunicado após um vídeo na internet ter mostrado uma mulher algemada, que havia acabado de dar à luz. A mulher foi presa após ser acusada de furtos em lojas.

No caso da Argentina, entre as vítimas estava um estagiário do presídio que foi assassinado a facadas por um detento, na província de Catamarca, no norte do país.

Para Incalcaterra, a violência em cadeias da América do Sul tem suas raízes nas condições precárias dos presídios, que incluem superlotação, falta de água potável, atendimento médico e padrões de higiene.

Julgamentos

O chefe do Escritório de Direitos Humanos disse ainda que uma das causas para a violência é a morosidade da Justiça, em muitos casos, e a detenção por um longo tempo de pessoas à espera de julgamentos.

De acordo com as Nações Unidas, entre 30% e 70% das prisões sul-americanas têm problema de superlotação. Incalcaterra citou a obrigação dos países em aplicar as diretrizes das Nações Unidas sobre o tratamento de pessoas privadas da liberdade, o que inclui o respeito aos direitos humanos.

Com informações da Rádio ONU

 

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