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"Billi Pig" une muito nonsense com elenco afiado

por guibryan1 publicado 01/03/2012 16h00, última modificação 01/03/2012 19h31

Protagonistas da comédia nacional Billi Pig, Selton Mello e Grazi Massafera garante boa diversão (Foto: ©divulgação)

A comédia nacional “Billi Pig” estreia amanha (2) nos cinemas do país. Com direção do brasiliense José Eduardo Belmonte, o filme mistura nonsense com grandes atuações de Selton Mello, Grazi Massafera, Milton Gonçalves, Otavio Muller e Preta Gil, e torna-se diversão garantida para todas as faixas etárias. Vale a pena prestar atenção na ótima aparição de Zezé Barbosa, como a mãe do falso padre, e nos erros de gravação que acompanham os letreiros finais. Prova de que quando um elenco parece se divertir em cena, o filme corre sérios riscos de provocar o mesmo efeito no espectador.

A história gira em torno de Marivalda, uma aspirante a atriz, interpretada por Grazi Massafera, que não demonstra ter o menor talento e carrega consigo sempre um porco que garante ser um amuleto da sorte e com o qual sempre conversa. Eis o tal Billi Pig do título do filme, que, ao longo dos filmes, vai adquirindo um certo tom macabro. Ela é casada com Wanderley (Selton Mello), que é um vendedor de seguros próximo da falência e que não dá a menor atenção para a esposa, que chama atenção da vizinhança pela beleza.

Na mesma rua do casal, vive a dona de uma funerária (Preta Gil), que vive às moscas. Eis um furo do roteiro – não há um desfecho para a personagem. Ela é mãe de uma garota fogosa, que se envolve com um falso padre milagreiro, numa atuação fantástica de Milton Gonçalves. A história deles se une a de Wanderley quando o chefe de um morro carioca (Otavio Muller) tem a filha em coma, após ela ser baleada durante um concurso de beleza.

Observando uma maneira de ganhar um bom dinheiro, Wanderley resolveu oferecer os serviços milagreiros do falso padre ao chefe da boca para trazer a filha dele de volta à vida. Em troca, exige uma boa quantia em dinheiro e também uma hospedagem para ele, a esposa e o falso padre num hotel cinco estrelas. Com uma série de artimanhas, dignas dos saudosos filmes dos Trapalhões, eles acabam se envolvendo numa situação aparentemente sem saída. Mas, é claro, que no melhor clima “sessão da tarde”, tudo terminará bem.

Portanto, “Billi Pig” recorre a um velho e bem sucedido filão do cinema nacional – a comédia de costumes, muitas vezes sui generis e nonsense – e, com isso, promete lotar os cinemas de todo o país, atingindo tanto adultos, como crianças. Para reforçar essa possibilidade de ótimas bilheterias, o filme conta com um elenco global, bastante conhecido do público da televisão, e a linha narrativa também é bastante semelhante à de produções televisivas, como os programas de humor e as telenovelas das sete horas. Resta saber se terá um impacto tão forte quanto “Se Eu Fosse Você”, um dos campões de audiência do denominado cinema da retomada.

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