caso grave

Nasa mostra que incêndios na Amazônia podem ser vistos do espaço

Satélite registrou concentração de fumaça na região Norte se espalhando pela América do Sul

NASA/DIVULGAÇÃO
Em sua rede social, a Nasa diz que, apesar de ser uma temporada de incêndios no Brasil, o número de queimadas é recorde e reforça os dados do Inpe

São Paulo – Imagens captadas pela Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) mostram que é possível ver do espaço a fumaça causada pelo aumento no número de focos de incêndio na Amazônia. O satélite Suomi ainda registrou que a fumaça se espalhou por vários estados e atinge países vizinhos do Brasil, como a Bolívia.

Por meio de sua rede social, a Nasa diz que, apesar de ser uma temporada de incêndios no Brasil, o número de queimadas é recorde e cita os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe). “No Brasil, quase 73 mil incêndios foram registrados até agora este ano. O Inpe está vendo um aumento de 83% em relação ao mesmo período de 2018″, publicaram.

De acordo com dados do Programa Queimadas, do Inpe, a Amazônia concentra 52,5% dos focos de queimadas de 2019. O Cerrado aparece em segundo lugar, com 30,1% dos focos de incêndio, seguido pela Mata Atlântica, com 10,9%.  Apesar da seca, há mais umidade na região amazônica hoje do que havia nos últimos três anos, conforme estudo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

Organizações não-governamentais de todo o país dedicadas à proteção ambiental protocolaram, na última terça-feira (20), uma representação junto à Procuradoria Geral da União e Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, com o objetivo de investigar a improbidade administrativa praticada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Novo-SP), sobre a falta de ações para combater os incêndios.

De acordo com nota técnica elaborada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), o aumento no número de queimadas na região amazônica tem relação com a prática de “limpar” áreas recém-desmatadas e outros tipos de terreno. O estudo aponta que o desmatamento é o provável fator responsável por este cenário, e não a estiagem, como defendeu Ricardo Salles, em seu perfil no Twitter.

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