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Desigualdade salarial

Executivo no Brasil recebe até R$ 41 milhões ao ano, aponta estudo

Trabalhador brasileiro que recebe apenas um salário mínimo precisaria exercer sua atividade profissional por 354 anos para acumular o mesmo valor
por Redação RBA publicado 29/06/2018 14h54, última modificação 29/06/2018 17h33
Trabalhador brasileiro que recebe apenas um salário mínimo precisaria exercer sua atividade profissional por 354 anos para acumular o mesmo valor
Ministério das Relações Exteriores/Reprodução
Desigualdade Salarial

Lista da Comissão de Valores Mobiliários revela os salários da dez maiores empresas em valor de mercado do Brasil

São Paulo – A publicação dos salários das grandes companhias brasileiras em 2017, divulgada após determinação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta última terça-feira (26), revelou que o valor anual da remuneração de um executivo do Itaú Unibanco Holding S.A., foi na ordem de R$ 40,9 milhões. O que, na análise do diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, comprova a discrepância entre o salário do trabalhador e dos executivos.

Durante entrevista a Marilu Cabañas, na edição de hoje (29) da Rádio Brasil Atual, Clemente compara a acumulação anual do dirigente do banco com o ganho anual de um trabalhador brasileiro que recebe salário mínimo (R$ 954)

Segundo os cálculos do diretor do Dieese, esse trabalhador precisaria exercer sua atividade por 354 anos para chegar ao acumulado pelo dirigente do Itaú. 

A desigualdade salarial confirmada pelo levantamento da CVM não é uma situação isolada do Brasil. Clemente explica que ela está em todo o mundo e a crise econômica de 2008, confirma sua presença. "A crise revela toda uma dinâmica que promove uma extrema concentração de renda e um ganho extraordinário para esses executivos."

Ouça a análise: