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Greve

Paralisação dos caminhoneiros: no sexto dia, são quase 600 pontos de bloqueio

Neste sábado, há 596 pontos bloqueados pela ação dos motoristas, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o gabinete de crise da Presidência da República
por André Richter, da Agência Brasil publicado 26/05/2018 16h11, última modificação 26/05/2018 18h35
Neste sábado, há 596 pontos bloqueados pela ação dos motoristas, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o gabinete de crise da Presidência da República
Vladimir Platonow/Agência Brasil
greve dos caminhoneiros

Foi possível a circulação de cargas sensíveis, transporte de animais, gêneros alimentícios, equipamentos essenciais e combustíveis

Agência Brasil No sexto dia de paralisação dos caminhoneiros, restam 596 pontos bloqueados pela ação de caminhoneiros, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o gabinete de crise da Presidência da República. Desse total, 544 foram liberados.

Da 0h às 11h30 de hoje (26), a PRF registrou que foi possível a circulação de cargas sensíveis, transporte de animais, gêneros alimentícios, equipamentos essenciais e combustíveis. De acordo com a polícia, os manifestantes cooperaram e foi garantida a segurança de todos os usuários das rodovias federais.

Nos estados, os governadores tomaram providências emergenciais para evitar o desabastecimento de produtos básicos e combustíveis. Em São Paulo, o prefeito Bruno Covas (PSDB) decretou estado de emergência.

No Rio, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) decretou estado de emergência. No Distrito Federal, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) priorizou os serviços relativos a saúde, segurança e transporte público.

O presidente Michel Temer determinou que o gabinete de crise fique em alerta. Pela manhã, houve uma reunião e mais três estão programadas: uma para esta tarde e duas para amanhã. Ao final, o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Carlos Marun, foi o encarregado de transmitir as informações à imprensa.

Marun afirmou que o governo aplicará multa de R$ 100 mil para quem não desbloquear vias. Segundo ele, o governo tem “convicção de locaute” ou seja, de participação de empresários reforçando o movimento de paralisação. Ele, no entanto, apelou para que os caminhoneiros retornassem ao trabalho o mais rápido possível.