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hora de resistir

Vídeo narrado por Wagner Moura explica as ameaças da reforma da Previdência

Em conteúdo produzido pelo MTST, ator e ativista destaca os principais pontos da reforma pretendida pelo governo Temer e convoca para mobilizações: "Ainda dá tempo, antes que acabem com o nosso futuro"
por Redação RBA publicado 13/03/2017 11h27, última modificação 13/03/2017 12h07
Em conteúdo produzido pelo MTST, ator e ativista destaca os principais pontos da reforma pretendida pelo governo Temer e convoca para mobilizações: "Ainda dá tempo, antes que acabem com o nosso futuro"
Reprodução/TVT
reforma da previdência

Transformando o INSS em funerária: "As pessoas vão se aposentar no caixão"

São Paulo – Em vídeo produzido pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) para a Frente Povo Sem Medo, o ator Wagner Moura narra as ameaças aos direitos dos trabalhadores contidas na reforma da Previdência proposta pelo governo Temer e que tramita atualmente no Congresso Nacional. Idade mínima de 65 anos, igualando homens e mulheres, e os 49 anos de contribuição exigidos para ter acesso à aposentadoria integral são os pontos principais criticados no vídeo, também veiculado pelo Seu Jornal, da TVT

"Querem aprovar a idade mínima para aposentadoria aos 65, isso num país onde muitos morrem antes disso. A expectativa de vida em várias regiões do norte e nordeste está abaixo de 65 anos. Nas periferias das grandes cidades, também. Em São Paulo, por exemplo, bairros como Capão Redondo, São Mateus, Grajaú e tantos outros têm média de vida menor que 65 anos. Assim vão transformar o INSS numa funerária. As pessoas vão se aposentar no caixão", descreve o vídeo. Ele lembra ainda que o presidente Michel Temer se aposentou aos 55 anos, ganhando mais de R$ 30 mil. 

Por conta da dupla jornada submetida às mulheres, que trabalham fora e têm de cuidar dos filhos e das tarefas domésticas, igualar a idade mínima entre homens e mulheres é "uma tremenda injustiça", diz o texto. 

"O Brasil ainda é um país machista e a maior parte dos serviços domésticos, infelizmente, sobra para mulheres. Com esse acúmulo de trabalho, é justo que as mulheres se aposentem antes, como é hoje. A reforma da Previdência quer acabar com esse direito."

Sobre os 49 anos de contribuição, o vídeo alega que essa é uma condição inacessível para a maioria dos trabalhadores brasileiros. "Quem trabalha por conta, sem registro, não conta. Se ficar desempregado, esse tempo também não conta. Ou seja, para alguém se aposentar com salário integral aos 65 anos, tem que começar a trabalhar aos 16 anos com carteira assinada e permanecer assim até os 65. Não pode ficar desempregado e nem deixar de contribuir nenhum dia. É possível isso?"

Por fim, Wagner Moura apela para a mobilização popular para barrar a reforma: "Essa proposta já está no Congresso Nacional. Eles querem votar isso rápido, nas próximas semanas, para não dar tempo de a população entender o que está acontecendo e conseguir se mobilizar. Isso não pode acontecer. Junte-se a essa luta. Ligue e mande mensagens pelas redes sociais para o seu deputado e senador. Venha para as mobilizações do Povo Sem Medo, em defesa da aposentadoria e dos nossos direitos. Ainda dá tempo, antes que acabem com o nosso futuro."