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SP: professores do Sesi/Senai aceitam reajuste de 8%, mas mantêm mobilização

por Redação da RBA publicado 03/04/2012 19h20, última modificação 03/04/2012 20h00

São Paulo – Docentes do sistema de ensino Sesi/Senai, ligado à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), aprovaram hoje (3) a proposta da direção da entidade de reajuste salarial de 8% e compromisso de negociação para recompor os salários de docentes do ensino fundamental, menores do que os pagos no ensino médio da mesma rede. A decisão foi homologada em assembleia realizada pela Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), na capital paulista, no final da manhã de hoje.

De acordo com nota da federação, o índice aceito pelos trabalhadores assegura 2,53% de aumento real e reposição da inflação de 5,47%. Também haverá reajuste no vale-refeição de R$ 18 para R$ 20.

Escolas da capital paulista e de cidades como Campinas e Valinhos chegaram a paralisar as atividades em 22 de março, após rodada de negociações em que a Fiesp ofereceu 7% de reajuste.  

Uma nova rodada de negociações está agendada para a próxima segunda-feira (9) com o objetivo de discutir a recomposição dos salários do nível fundamental e valorização do vale-alimentação. A assinatura de um aditivo de acordo coletivo, chamado de "comunicado conjunto", ainda não está definido e depende da próxima etapa de negociações, explicou a assessoria de imprensa da Fepesp.

Em 2012, a luta dos professores está restrita a reivindicações de natureza econômica, porque as cláusulas sociais do acordo coletivo assinado em 2011 continuam a vigorar até fevereiro de 2013, apontou a federação em nota.

Com data-base em 1º de março, além do reajuste, os professores reivindicam e equiparação salarial entre o ensino fundamental, educação de jovens e adultos e ensino médio, reajuste de 10% no vale-refeição e no vale-alimentação e a acumulação dos dois benefícios, inclusive nas férias, para quem leciona em mais de um período, independentemente do número de aulas. Segundo o presidente da Fepesp, Celso Napolitano, os professores têm de lidar com classes lotadas, pressão, sobrecarga de trabalho e baixos salários.