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Metalúrgicos do ABC e de Taubaté aprovam acordo com Volkswagen

Montadora injetará R$ 8,7 bilhões nas duas fábricas até 2016 e ficou descartada a construção de outra unidade; em 2015 serão lançados novos modelos
por Redação da RBA publicado , última modificação 29/03/2012 20h39
Montadora injetará R$ 8,7 bilhões nas duas fábricas até 2016 e ficou descartada a construção de outra unidade; em 2015 serão lançados novos modelos

São Paulo – Os trabalhadores da Volkswagen nas unidades de São Bernardo do Campo, na região do ABC, e de Taubaté, no interior paulista, aprovaram hoje (29), em assembleia, acordo que garante investimento de R$ 8,7 bilhões nas duas fábricas até 2016. Em três anos, a montadora alemã vai produzir novos veículos nas duas unidades. De acordo com as garantias negociadas na proposta, a fábrica de Taubaté se tornará até 2016, a maior unidade da Volkswagen na América Latina, com um volume de produção de 1.900 carros por dia. Os números da fábrica do ABC não foram divulgados.

Em sua busca por competitividade, a montadora poderá ampliar o número de dias trabalhados em cada ano, em atenção aos mecanismos de compensações já acordados com os sindicatos. 

“Essa é uma vitória dos trabalhadores na Volkswagen, da categoria e do sindicato, e o acordo é extremamente positivo para as duas plantas porque garante o nível de emprego nas duas cidades pelos próximos dez anos”, disse o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC José Roberto Nogueira da Silva, o Bigodinho, coordenador-geral do CSE (Comitê Sindical de Empresa) e da Comissão de Fábrica da VW de São Bernardo.

De acordo com Bigodinho, o acordo é resultado de mais de três meses de debates e negociações entre trabalhadores e montadora para que investimentos anunciados no final de 2011 fossem feitos nas plantas já existentes no Brasil, em vez de serem destinados à construção de uma nova unidade, como chegou a ser cogitado pela Volks.

“Com o anúncio de uma possível nova planta no ano passado, os trabalhadores passaram a temer queda de produção e consequente perda de postos de trabalho na planta de São Bernardo. O acordo descarta uma nova fábrica. Provamos que as unidades de São Bernardo e de Taubaté têm capacidade para produzir esses produtos”, disse o dirigente. 

Também foi acordado que a data-base na Volkswagen terá prazo ampliado para 16 meses, a partir de 2013, tempo que será reduzido gradativamente até voltar a 12 meses, no final de 2016. Também está garantida a reposição do INPC (inflação) no período aos salários mais 2% de aumento real no período acordado.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, Isaac do Carmo, o acordo é uma grande conquista para a cidade e para o Vale do Paraíba. “Garante a segurança do emprego, a geração de postos de trabalho, e a vinda de produtos exclusivos para a planta de Taubaté, além dos excedentes de produção que a unidade de São Bernardo não conseguir produzir”, disse Isaac."Hoje decidimos o futuro da cidade de Taubaté, o nosso futuro e de nossa família nessa assembleia”, afirmou o dirigente.

Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, os lançamentos de veículos vão sustentar a unidade de São Bernardo até 2022. "É o prazo mínimo de vida útil de um veículo produzido no Brasil". Para ele, serão beneficiados o setor de autopeças e os polos químico e petroquímico.

 

 

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