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Trabalhadores da GM aprovam greve por reajuste em SP

Decisão foi tomada no turno da manhã e a tendência é de que os demais sigam a orientação; movimento se dá por reajuste entre 10% e 14,65%
por Alberto Alerigi Jr. publicado 18/09/2009 10h02, última modificação 18/09/2009 10h04 © 2009 Thomson Reuters. All rights reserved
Decisão foi tomada no turno da manhã e a tendência é de que os demais sigam a orientação; movimento se dá por reajuste entre 10% e 14,65%

São Paulo - Metalúrgicos da General Motors em São Paulo decidiram nesta sexta-feira (18) parar por tempo indeterminado, em protesto por reajuste salarial entre 10% e 14,65%, informaram sindicatos.

Pela manhã, trabalhadores dos primeiros turnos da montadora em São José dos Campos e em São Caetano do Sul decidiram pela paralisação e a tendência é que os demais turnos das fábricas sigam a decisão.

A GM em São Caetano do Sul emprega cerca de 10.500 funcionários e em São José dos Campos, outros 8.500 trabalhadores.

Em São Caetano, a GM produz os modelos Astra, Vectra, Classic e família Corsa, a uma média de 852 veículos diários, segundo o sindicato de metalúrgicos, filiado à Força Sindical. Os trabalhadores da região pedem 10% de reajuste e 2 mil reais de abono.

Em reunião na véspera com sindicatos de São Caetano e São José dos Campos, a empresa manteve oferta de 6,53% de reajuste, mas elevou a proposta de abono de 1.500 para 1.750 reais.

Os trabalhadores de São José dos Campos pedem 14,65 por cento de reajuste. A montadora produz na região modelos Corsa, picapes S10 e Montana e veículos desmontados para exportação (CKDs).

Segundo o sindicato de São José dos Campos, filiado à Conlutas, a GM decidiu recorrer à Justiça após não chegar a acordo com os trabalhadores. Uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho foi marcada para as 14h desta sexta-feira.

ABC cruza braços

Na região do ABC paulista, cerca de 60 mil metalúrgicos dos setores de autopeças, máquinas e equipamentos e componentes ferroviários iniciaram greve por tempo indeterminado nesta sexta-feira, após assembléia geral na noite de quinta-feira (17).

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, filiado à CUT, os 60 mil trabalhadores reivindicam o mesmo acordo aprovado no sábado passado pelos trabalhadores de montadoras da região, de reajuste de 6,53%, mais abono correspondente a um terço do salário médio do grupo.

O presidente do sindicato do ABC, Sérgio Nobre, afirmou em comunicado que a categoria "chegou ao limite da paciência e que não é mais possível aceitar as desculpas dos empresários para não conceder aumento real, como a crise financeira internacional. A crise acabou. Demos todo tempo do mundo a eles".

Volkswagen segue parada no PR

No Paraná, 3,5 mil metalúrgicos da Volkswagen-Audi entraram nesta sexta-feira no 13º dia de greve após rejeitarem nova proposta da montadora na véspera.

A empresa ofereceu em audiência no Tribunal Regional do Trabalho 7,57% de reajuste, abono de 2 mil reais a ser pago na próxima segunda-feira e aumento no adicional noturno para 25% a partir de agosto de 2010, informou o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, filiado à Força.

Os trabalhadores, no entanto, exigem que o adicional noturno seja aplicado imediatamente. Desde o início da greve até quinta-feira, segundo o sindicato, a montadora alemã já deixou de fabricar 9.800 automóveis. A média de produção é de 840 veículos por dia, dos modelos Fox, Crossfox e Golf.

O sindicato se reúne com a montadora em nova audiência no TRT na manhã desta sexta e, às 14h, haverá uma nova assembléia para decidir o rumo da paralisação.

Na quarta-feira, metalúrgicos da Renault-Nissan, localizada também no Paraná, aceitaram reajuste de 8,65%, encerrando uma greve de oito dias que fez a empresa deixar de produzir cerca de 6.240 veículos, segundo o sindicato de Curitiba.

Fonte: Reuters