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Audiência pública

Trabalhadores e usuários do SUS questionam falta de transparência das contas de Doria

Em reunião da comissão de saúde da Câmara Municipal de São Paulo, secretária-adjunta Gloria Wieliczka e equipe negam cortes e não detalham gastos. Ações na Cracolândia foram as mais criticadas
por cidadeoliveira publicado 31/05/2017 19h30
Em reunião da comissão de saúde da Câmara Municipal de São Paulo, secretária-adjunta Gloria Wieliczka e equipe negam cortes e não detalham gastos. Ações na Cracolândia foram as mais criticadas
Divulgação/Câmara Municipal de São Paulo
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Plenário: críticas à conduta da gestão, sem espaço para participação e com anúncio abrupto de programas

São Paulo – Em reunião da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de São Paulo, que foi realizada hoje (31) no salão nobre do legislativo paulistano, a secretária-adjunta da Saúde da gestão João Doria (PSDB), Gloria Wieliczka, e o chefe de gabinete,  Daniel Simões, apresentaram números genéricos desse primeiro quadrimestre da gestão.

Os gestores não informaram quanto foi gasto nos pagamentos de contratos com as organizações sociais que administram unidades básicas de saúde, hospitais e pronto-atendimentos, com as ações do programa Corujão e com manutenção da rede de equipamentos da saúde.

Neste primeiro quadrimestre, foram congelados R$1,38 bilhão – cerca de 20,7% do total do orçamento previsto para a Secretaria Municipal da Saúde. De acordo com o chefe de gabinete da pasta, Daniel Simões de Carvalho Costa, a receita para este ano será menor do que a prevista. “Aquilo que foi previsto, um aumento de 15%, não se realizará. O que nos levou a rever o planejamento para não gastar mais do que arrecadamos e cometermos um crime de improbidade administrativa”, argumentou.

Os gestores negaram reflexos nos serviços assistenciais de saúde. A afirmação, no entanto, contraria ata de reunião extraordinária da pasta, realizada no último dia 4 de maio. Na ocasião foi anunciada redução de 15% no valor de suas despesas , das quais 7,2% no valor assistencial dos contratos – equivalente a 5% nos valores assistenciais.

"Não basta colocar valor bruto do que foi gasto. Queremos saber quanto cada um dos parceiros do programa recebeu, quanto foi gasto com exames e quanto foi empregado em manutenção. Dia desses tivemos acidente com elevador no Hospital do Servidor Público Municipal, que deixou um ferido", cobrou a dirigente do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep) e integrante do Conselho Municipal de Saúde, Ana Rosa Garcia.

Em suas participações, representantes de trabalhadores e usuários criticaram duramente a conduta da gestão, na qual não têm tido espaço para participação, e a maneira abrupta com que o prefeito Doria tem anunciado seus programas.

É o caso das ações na Cracolândia, em parceria com o governo de Geraldo Alckmin (PSDB). O tema, aliás, esteve no centro das críticas da plateia. Convidado para participar da audiência, o titular da pasta, Wilson Pollara, não compareceu.