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Eleições 2018

Lula: ‘Não quero ser candidato para me proteger. Minha proteção é minha inocência’

Ex-presidente tem indicação oficializada pelo PT para disputar presidência e afirma que entra na disputa pra governar e recuperar o país
por Paulo Donizetti de Souza, da RBA publicado 25/01/2018 16h28, última modificação 25/01/2018 22h48
Ex-presidente tem indicação oficializada pelo PT para disputar presidência e afirma que entra na disputa pra governar e recuperar o país
Roberto Parizotti/CUT
Lula oficializado candidato do PT

Lula afirma que este 25 de janeiro é seu Dia do Aceito, para disputar presidência e fazer um governo decente

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi oficializado nesta quinta-feira (25) como pré-candidato do PT para disputar a Presidência da República em outubro. Aprovado por aclamação em reunião ampliada da Comissão Executiva Nacional do partido, na sede da CUT, em São Paulo, Lula afirmou que seu objetivo não é conseguir imunidade contra a perseguição judicial da qual é vítima há quatro anos.

"Não quero ser candidato para me proteger. Não aceito que vocês lancem minha candidatura para me proteger. A minha proteção é a minha inocência", afirmou. "Se for candidato a presidente da República é para governar decentemente este país. E para recuperar este país. Então, assim dom Pedro I teve seu Dia do Fico, hoje é o meu Dia do Aceito."

Lula classificou a forma como os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) proferiram seus votos no julgamento de ontem (24), em Porto Alegre,  como a formação de um "cartel". O ex-presidente se refere à uniformidade, sem nenhuma distinção, entre os votos do relator, do revisor e do terceiro juiz que os acompanhou sem reparos, formando o placar de 3 a 0 a favor de sua condenação, com pedido de pena de 12 anos e um mês de prisão.

"Somente ontem eu compreendi o que é um cartel, precisa até mandar para o Cade, eu nunca vi, eles construíram um cartel para evitar o recurso dos embargos infringentes, só pode ser isso. Eles formaram um cartel a pretexto de apressar a possibilidade de evitar que o PT tenha o  Lula na presidência ou volte a ganhar eleições".

"Eles sabem que a votação de ontem foi muito mais para valorizar a categoria dos juízes, foi mais questão de corporativismo do que uma sentença sobre um crime em julgamento, porque não havia crime", disse ainda o ex-presidente.

Assista ao pronunciamento de Lula