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Paralisações na França perdem força e governo prepara pacote social para atender às demandas

por Agência Brasil publicado , última modificação 28/10/2010 09h55

Sindicalistas que mantêm o movimento de greve e programam manifestações (Foto: Benoit Tessier/Reuters)

Brasília - Depois de ser aprovado na Câmara e no Senado da França, o texto final da reforma da Previdência ainda causa polêmicas no país. A onda de paralisações perde força, embora alguns sindicatos mantenham o movimento de greve. Lixeiros, ferroviários e funcionários de sete de 12 refinarias voltaram às atividades. A reforma determina a ampliação da idade mínima para aposentadoria de 60 para 62 anos.

As informações são da emissora pública Rádio França Internacional (RFI). Alguns sindicatos anunciaram que vão recorrer ao Conselho Constitucional na tentativa de reverter a aprovação do texto da reforma da Previdência. Não há data ainda sobre essa ação.

Para evitar a retomada dos protestos, o governo do presidente da França, Nicolas Sarkozy, prepara estudos para estimular a geração de empregos voltados aos jovens e idosos. Também há a possibilidade de ampliar os programas sociais, embora não tenham sido divulgados os principais pontos dessa proposta.

Nos últimos dias, tem ocorrido o retorno à normalidade nas principais cidades francesas. Por mais de uma semana, várias categorias profissionais ficaram em greve. As regiões de Marselha, Pau e Agen foram as mais atingidas. De acordo com autoridades, as paralisações perderam força também em decorrência do período de férias dos estudantes franceses.

O longo período de greve nas refinarias gerou um temor nacional na França com a ameaça de desabastecimento de combustíveis no país. Das 12 refinarias francesas, cinco ainda estão paralisadas. O ministro de Energia, Jean Louis Borloo, disse que 80% do combustível foram entregues aos postos de abastecimento.

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