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Copom mantém taxa básica em 7,25% pela segunda vez seguida

Para o comitê, riscos para a inflação, recuperação de atividade doméstica menos intensa do que o previsto e cenário internacional complexo recomendam "estabilidade das condições monetárias"
por Redação da RBA publicado 16/01/2013 20h28, última modificação 17/01/2013 09h15
Para o comitê, riscos para a inflação, recuperação de atividade doméstica menos intensa do que o previsto e cenário internacional complexo recomendam "estabilidade das condições monetárias"

São Paulo – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central confirmou a expectativa generalizada e manteve, pela segunda reunião seguida, a taxa básica de juros em 7,25% ao ano. O índice segue sendo o menor da série histórica da Selic. Agora, as decisões de política monetária no governo Dilma Rousseff acumulam cinco altas, dez quedas e duas manutenções, sempre em sequência. Desde janeiro de 2011, a taxa se reduziu em quatro pontos percentuais.

A decisão foi unânime, sem viés. A avaliação dos oito membros do Copom é de que os riscos para a inflação aumentaram.

"Considerando o balanço de riscos para a inflação, que apresentou piora no curto prazo, a recuperação da atividade doméstica, menos intensa do que o esperado, e a complexidade que ainda envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta", diz a nota divulgada pelo Copom.

Repercussão

Para o presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), o Copom "perdeu uma ótima oportunidade" de prosseguir na política de redução dos juros. "É preciso agilidade e reduções eficazes dos juros para facilitar o crescimento da economia e reduzir a dívida pública, estimular a produção industrial, que se encontra estagnada, aumentar o consumo e gerar empregos de qualidade", afirma.

 "Foi desperdiçada uma boa oportunidade para retomar o bom caminho da redução da Selic e, com isso, forçar uma queda maior dos juros e dos spreads dos bancos, a fim de baratear o crédito e incentivar o emprego, o desenvolvimento e a distribuição de renda", afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro. Segundo ele, "apesar das quedas da Selic em 2012 os bancos brasileiros ainda continuam praticando juros e spreads que permanecem entre os mais altos do mundo, travando a produção e o consumo, freando o crescimento econômico do país".

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que há espaço para reduzir a taxa básica, mas isso depende de um ambiente favorável a investimentos. "Acreditamos que novas quedas na Selic acontecerão ao longo do ano, mas o governo precisa aumentar a competitividade da economia e destravar o investimento. A exemplo do que fez recentemente com a MP 579, que trouxe a redução no preço de energia, o governo tem de avançar na redução da carga tributária sobre a produção, redução da burocracia e custo do crédito, além da melhoria da infraestrutura", afirmou, pedindo ritmo mais intenso de obras públicas e regulamentação de concessões e PPPs (parcerias público-privadas).

 

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