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Com produção menor e venda recorde, montadoras têm alta do emprego em 2012

por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 07/01/2013 13h28, última modificação 07/01/2013 15h48

A produção de automóveis se destacou, com aumento de 4,1% frente a 2011 (Foto: Nacho Doce. Arquivo Reuters)

São Paulo – O nível de emprego na indústria automobilística cresceu pelo terceiro ano seguido em 2012, segundo dados divulgados hoje pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O setor fechou o ano com 149.944 trabalhadores, 5.310 a mais do que em 2011, aumento de 3,7% – ritmo inferior ao dos dois anos anteriores (6% em 2011 e 7,5% em 2010). Pelos números da entidade, a produção sofreu sua primeira queda em dez anos e as vendas bateram recorde.

Essa alta se concentrou no segmento de autoveículos, que criou 5.260 vagas (crescimento de 4,2%). Em máquinas agrícolas (tratores, colheitadeiras e outros), o nível de emprego praticamente não variou (0,3%), com 50 postos de trabalho a mais. Do total de trabalhadores, 129.907 (87% do total) estão em autoveículos e 20.037 (13%) em máquinas agrícolas.

Segundo a Anfavea, a indústria produziu 3.342.617 veículos em 2012, queda de 1,9% em relação ao ano anterior. As vendas somaram 3.802.071, entre nacionais e importados, aumento de 4,6%. Apenas a venda de veículos nacionais atingiu 3.007.006, alta de 8,3%. A participação dos importados no total de vendas recuou de 23,6%, em 2011, para 20,9%.

Por segmento, a produção de automóveis, área favorecida pela redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), aumentou 4,1% no ano e atingiu 2.623.704 – em torno de 400 mil seriam efeito direto do tributo menor, estima a Anfavea. A produção de comerciais leves caiu 10,8%, para 549.249. A produção de caminhões despencou, com queda de 40,5%, chegando a mais de 70% no caso dos semileves e a mais de 50% em leves e médios. Um dos fatores foi a mudança de tecnologia nesses veículos, que ficaram menos poluentes e mais caros. No caso dos ônibus, a baixa foi de 25,4%. Em máquinas agrícolas, a produção cresceu 2,6%.

Os veículos chamados flex (que podem ser abastecidos com gasolina ou álcool) responderam por 87% das vendas, ante 83,1% em 2011. Veículos movidos a gasolina passaram de 11% do total para 7,5%.

As exportações caíram 20,1% no ano, somando 442.075. No segmento de automóveis, a queda foi de 22% e no de caminhões, de 15,5%. As vendas de ônibus ao exterior aumentaram 9,6%.