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Inflação em São Paulo perde ritmo, e atinge mais as famílias de menor renda

por Redação da RBA publicado 06/12/2012 13h36, última modificação 06/12/2012 13h39

 

São Paulo – A inflação no município de São Paulo, calculada pelo Dieese, teve variação de 0,57% em novembro, abaixo do mês anterior (0,81%). A exemplo do que ocorreu em outubro, a alta nos preços foi mais sentida pelas famílias de menor poder aquisitivo: a taxa aumentou 0,60% no estrato 1, que reúne as famílias mais pobres, enquanto para o nível intermediário (estrato 2) e as de maior poder aquisitivo (3) o índice foi o mesmo que o geral (0,57%). O Índice do Custo de Vida (ICV) está acumulado em 5,95% no ano e em 6,48% em 12 meses, chegando a 7,03% no estrato 1 e 6,37% nos demais.

No item Alimentação, que tem o maior peso no ICV, a variação foi de 0,96%, ante 1,95% em outubro. Em Habitação, o índice foi de 0,65% para 0,15%. Na Saúde, a taxa subiu de 0,45% para 1,39%. Entre os produtos de alimentação, o Dieese apurou aumento de 3,42% no leite in natura, de 2,06% nas frutas e 1,94% nos grãos, com queda de 1,50% no feijão e alta de 3,69% no arroz. Os preços das hortaliças caíram 3,61%.

De janeiro a novembro, quatro grupos acumulam variação superior à do índice geral (5,95%): Despesas Pessoais (13,66%), Alimentação (8,98%), Educação e Leitura (8,58%) e Saúde (6,67%). O grupo Habitação teve variação próxima ao do ICV (5,71%). No primeiro item, o principal responsável pela alta foi o cigarro, que subiu 19,66%.