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Ditadura

Núcleo Piratininga prepara 2º festival de comunicação, na Cinelândia

Com debates e exposições artísticas, o 2º Festival da Comunicação Sindical e Popular organizado pelo Núcleo Piratininga propõe diálogo sobre a resistência, de ontem e de hoje
por Redação RBA publicado 10/06/2018 14h15
Com debates e exposições artísticas, o 2º Festival da Comunicação Sindical e Popular organizado pelo Núcleo Piratininga propõe diálogo sobre a resistência, de ontem e de hoje
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A data escolhida coincide, propositalmente, com o Dia Municipal da Comunicação Popular no Rio de Janeiro

São Paulo – A organização não-governamental Núcleo Piratininga de Comunicação realiza em 24 de julho o 2º Festival da Comunicação Sindical e Popular. O evento na Cinelândia, região central do Rio de Janeiro, é um grande encontro, com oportunidades de intercâmbio de práticas em comunicação popular, experiências organizativas, espaço para desfrutar de atrações culturais e debater o Brasil. Os temas deste ano serão a ditadura civil-militar brasileira (1964-1985), a resistência ontem e hoje e também os 50 anos de 1968.

A data escolhida coincide com o Dia Municipal da Comunicação Popular, que entrou no calendário oficial após promulgação de um projeto do deputado estadual Eliomar Coelho (Psol). “A data é em homenagem a Vito Giannotti, um grande lutador pela comunicação dos trabalhadores, que morreuem julho de 2015”, diz a organização.

Ao longo do dia, haverá rodas de conversas com as seguintes temáticas: “A resistência no Brasil em 1968, luta armada, contracultura e movimento operário”; “Pensamento de Che Guevara e Marighella nos acontecimentos de 1968”; e “Liberdade de expressão nas favelas cariocas ontem e hoje”. A presidenta Dilma Rousseff será uma das convidadas.

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Haverá ainda intensa programação cultural. O Grupo de Teatro do oprimido estará presente, com a participação de Geo Britto e Julian Boal, coordenando apresentação dos alunos do curso de comunicação popular do núcleo. Também haverá apresentações do ator Carlos Maia e rodas de samba, funk e hip hop.

“Como se trata de comunicação do povo, de ecoar as vozes do morro, não há lugar melhor do que a Cinelândia. Nesse histórico bairro, serão apresentadas lutas e histórias em aulas públicas sobre momentos vividos e que têm relação com os desafios de hoje”, informa a organização do festival. Também haverá uma homenagem a Marielle Franco, vereadora do Psol assassinada em março. 

Sindicatos, associações, coletivos de comunicação e movimentos sociais podem participar como expositores do evento. Basta encaminhar um e-mail para [email protected], ou entrar em contato pelo telefone (21) 98556-3909.

Para o público, basta comparecer e, se puder ajudar, o NPC deu início a um processo de financiamento coletivo por meio da plataforma Kickante.