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Brasil está unido contra reformas do governo Temer, diz Vagner Freitas

Centrais sindicais realizarão nesta sexta atos em todo o Brasil contra reformas trabalhistas e da Previdência, e contra a aprovação pela Câmara da terceirização irrestrita
por Redação RBA publicado 31/03/2017 10h03, última modificação 31/03/2017 13h32
Centrais sindicais realizarão nesta sexta atos em todo o Brasil contra reformas trabalhistas e da Previdência, e contra a aprovação pela Câmara da terceirização irrestrita
RICARDO STUCKERT
manifestação centrais

Presidente da CUT afirma que a presença da periferia na mobilização de 28 de abril será importante para 'barrar de vez' as reformas

São Paulo – Centrais sindicais e movimentos sociais realizarão hoje (31) diversas mobilizações em todo país contra a aprovação de projetos do governo Temer, como as reformas trabalhistas e da Previdência e a terceirização irrestrita. O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirma que a intenção é que o governo retire as propostas da pauta definitivamente.

"Os atos são para que o governo retire da pauta essas reformas que retiram os direitos dos trabalhadores. Esse governo não tem moral para fazer esse tipo de reforma. Não foi eleito, a sociedade é contra essas reformas e precisamos restabelecer a democracia no Brasil, com um governo que tenha condição de dialogar com a sociedade", afirmou, em entrevista à TVT.

Ele avalia que o Brasil está unido contra as propostas do governo federal e afirma que o movimento só tende a crescer. "As centrais sindicais, os movimentos sociais, até a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) se colocam contra a reforma trabalhista, porque isso não interessa ao povo e à economia brasileira. Nós vamos ganhando um caldo de cultura contra a retirada de direitos, contra a precarização, e eu não tenho dúvida que esse momento vai crescer, porque está chegando no cidadão comum."

O presidente da CUT diz que a presença dos trabalhadores da periferia na mobilização nacional em 28 de abril será importante para barrar de vez as reformas. "No dia que a periferia invadir a Avenida Paulista e vir para discussão e os trabalhadores estiverem participando efetivamente, como eu acho que vai ser na greve geral do dia 28, a gente tem muita condição de parar essas reformas. Se a gente consegue impedir que eles façam as reformas, o "Fora, Temer!" vem naturalmente, com as "Diretas já", e vamos colocar o povo no poder novamente."

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