Vira voto

Para professor, crescimento de Haddad nas pesquisas sugere virada nas eleições

'Há uma tendência de crescimento e pesquisas temos sempre que analisar pela curva das tendências que se podem captar, não só a fotografia desse momento', diz Renan Quinalha, da Unifesp

Ricardo Stuckert/Reprodução
Virada eleições

“Uma mobilização grande da sociedade em querer ter de novo o destino da sociedade em suas mãos”, diz Quinalha

São Paulo – Na análise do advogado e professor de Direito da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), as últimas pesquisas de intenção de voto têm revelado a possibilidade de a eleição virar a favor do candidato a presidente da República Fernando Haddad (PT). Ele vem registrando crescimento, como apontado no mais recente levantamento da CUT/Vox, divulgado nesta quinta-feira (25), em que aparece com 39% de votos, uma diferença de cinco pontos em relação ao primeiro colocado, Jair Bolsonaro (PSL), que tem 44%.

“Há uma tendência de crescimento e pesquisas temos sempre que analisar pela curva das tendências que se podem captar, não só a fotografia desse momento”, afirma o professor, em entrevista aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria, na Rádio Brasil Atual. Ele atribui diversos fatores a essa possível virada, entres eles, a iniciativa de diferentes grupos sociais que têm ido às ruas para conversar com os indecisos, o papel da campanha nas redes sociais, a desconstrução das fake news e a reação de setores da própria direita que identificam em Bolsonaro o viés autoritário. “A gente vê um saldo muito positivo, uma mobilização grande da sociedade em querer ter de novo o destino em suas mãos e influenciar o resultado das eleições”, avalia Quinalha.

Na capital paulista, onde Haddad passou à frente do candidato da extrema direita registrando 51% dos votos contra 49%, segundo o Ibope, o professor aponta haver um reconhecimento da gestão municipal do petista, exercida entre 2013 e 2016. “Isso mostrou a postura do (João) Doria e a diferença gritante que havia entre a gestão do Haddad e a sua, que não conseguiu produzir nada de relevante e significante para a cidade de São Paulo”, afirma, em referência também à aproximação do tucano com Bolsonaro.

Quinalha observa ainda que o movimento pró-Haddad se tornará mais consistente à medida que personalidade políticas como Ciro Gomes (PDT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) posicionem-se de forma mais enfática. “Não tem como, nesse momento, assumir uma postura de neutralidade, indiferença, que não marque no debate público uma posição clara a favor da chapa Haddad e Manuela”, garante o professor.

Ouça a entrevista completa:

Leia também

Últimas notícias