Home Eleições 2018 Para professor, crescimento de Haddad nas pesquisas sugere virada nas eleições
Vira voto

Para professor, crescimento de Haddad nas pesquisas sugere virada nas eleições

'Há uma tendência de crescimento e pesquisas temos sempre que analisar pela curva das tendências que se podem captar, não só a fotografia desse momento', diz Renan Quinalha, da Unifesp
Publicado por Redação RBA
15:15
Compartilhar:   
Ricardo Stuckert/Reprodução
Virada eleições

“Uma mobilização grande da sociedade em querer ter de novo o destino da sociedade em suas mãos”, diz Quinalha

São Paulo – Na análise do advogado e professor de Direito da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), as últimas pesquisas de intenção de voto têm revelado a possibilidade de a eleição virar a favor do candidato a presidente da República Fernando Haddad (PT). Ele vem registrando crescimento, como apontado no mais recente levantamento da CUT/Vox, divulgado nesta quinta-feira (25), em que aparece com 39% de votos, uma diferença de cinco pontos em relação ao primeiro colocado, Jair Bolsonaro (PSL), que tem 44%.

“Há uma tendência de crescimento e pesquisas temos sempre que analisar pela curva das tendências que se podem captar, não só a fotografia desse momento”, afirma o professor, em entrevista aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria, na Rádio Brasil Atual. Ele atribui diversos fatores a essa possível virada, entres eles, a iniciativa de diferentes grupos sociais que têm ido às ruas para conversar com os indecisos, o papel da campanha nas redes sociais, a desconstrução das fake news e a reação de setores da própria direita que identificam em Bolsonaro o viés autoritário. “A gente vê um saldo muito positivo, uma mobilização grande da sociedade em querer ter de novo o destino em suas mãos e influenciar o resultado das eleições”, avalia Quinalha.

Na capital paulista, onde Haddad passou à frente do candidato da extrema direita registrando 51% dos votos contra 49%, segundo o Ibope, o professor aponta haver um reconhecimento da gestão municipal do petista, exercida entre 2013 e 2016. “Isso mostrou a postura do (João) Doria e a diferença gritante que havia entre a gestão do Haddad e a sua, que não conseguiu produzir nada de relevante e significante para a cidade de São Paulo”, afirma, em referência também à aproximação do tucano com Bolsonaro.

Quinalha observa ainda que o movimento pró-Haddad se tornará mais consistente à medida que personalidade políticas como Ciro Gomes (PDT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) posicionem-se de forma mais enfática. “Não tem como, nesse momento, assumir uma postura de neutralidade, indiferença, que não marque no debate público uma posição clara a favor da chapa Haddad e Manuela”, garante o professor.

Ouça a entrevista completa: