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Cana impulsiona emprego na indústria, mas Fiesp aponta queda de ritmo

Em abril, setor abriu 46.500 postos de trabalho, sendo 30.000 no segmento de açúcar e álcool
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 12/05/2011 18h31, última modificação 12/05/2011 19h09
Em abril, setor abriu 46.500 postos de trabalho, sendo 30.000 no segmento de açúcar e álcool

São Paulo – A indústria paulista criou 46.500 empregos em abril, crescimento de 1,81% sobre o mês anterior, sem ajuste e praticamente estável (0,03%) considerados os efeitos sazonais. A maior parte desses empregos (30.000) foi aberta no setor de açúcar e álcool, com o início da colheita de cana. No ano, o nível de emprego cresce 3,85%, o equivalente a 97 mil novos postos de trabalho. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (12) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e pelo Centro das Indústrias do Estado (Ciesp). Apesar do resultado positivo, as entidades afirmaram que o ritmo da atividade industrial está mais lento.

"É um comportamento positivo para um princípio de ano, mas sem o vigor de anos anteriores", afirmou o diretor de Economia da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini. "Enxergamos certa acomodação para a indústria e, por consequência, para o emprego."

A estimativa da Fiesp é de que a atividade industrial cresça 3,5% em 2011 e o nível de emprego suba 2,5%, o equivalente a 60 mil postos de trabalho. Ou seja, parte dos empregos criados este ano não será mantida.

Os empresários paulistas esperam para breve um pacote de medidas do governo para "recuperar a competividade do setor". Entre essas medidas, a expectativa é de que o Executivo coíba o uso de benefícios fiscais em alguns estados para compra de produtos importados. A Fiesp também conta com desoneração de investimentos e redução da alíquota do INSS sobre a folha de pagamento. "Entre os setores da economia, a indústria de transformação é, de longe, o que mais paga tributos e mais está sofrendo com o câmbio. O objetivo maior a ser atingido é dar em troca o usufruto de maior competitivdade ao setor", disse Francini.

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