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Mostra Popular de Cinema Chinês exibe clássicos e conta ‘história particular’ do país asiático

Festival teve início na quinta e segue até domingo com uma viagem cinematográfica à China. Os filmes são exibidos de forma gratuita no Cine-Teatro Denoy de Oliveira, em São Paulo

Divulgação
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A edição de estreia presta uma homenagem ao centenário de nascimento do cineasta Xie Jin, um dos grandes nomes do cinema na China, diretor de "Guerra do Ópio" (foto) que encerra o festival no domingo (26)

São Paulo – A partir de clássicos da sétima arte, a 1ª Mostra de Cinema Popular Chinês promove uma viagem cinematográfica ao país asiático até este domingo (26) em São Paulo. O festival, que teve início na última quinta-feira (23), é uma parceria do Centro Popular de Cultura com a União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (Umes-SP) e o Instituto Confúcio, e promove exibições gratuitas das obras no Cine-Teatro Denoy de Oliveira, no bairro da Bela Vista, na região central de São Paulo.

A edição de estreia presta uma homenagem ao centenário de nascimento do cineasta Xie Jin, um dos grandes nomes do cinema na China. Duas de suas produções mais significativas fazem parte da mostra, entre elas, Guerra ao Ópio, que encerra a programação neste domingo. O drama histórico lançado em 1997 foi gravado em meio à devolução da ilha de Hong Kong à soberania chinesa, após décadas de ocupação britânica.

“Xie Jin atravessou os principais momentos da história moderna chinesa. Desde a revolução de 1949, ao salto adiante em 1956, a revolução cultural, a morte do primeiro dirigente e presidente da China Mao Tsé-Tung, reformas, aberturas e modernizações até o salto que a economia chinesa deu. Ele viu todos esses momentos e conseguiu de uma forma simples, mas efetiva, traduzir o que acontecia na sociedade com histórias em que todos os seres humanos podem se identificar”, afirma o coordenador e curador da mostra, Lucas Chen, em entrevista para a TVT.

Rompendo preconceitos e desconhecimentos

A mostra tem ainda filmes de outros diretores, de diferentes momentos históricos, como O Carteiro nas Montanhas, de Jianqi Huo, que será exibido neste sábado (25), às 19h. A obra retrata as contradições e o debate geracional entre os que viram a revolução de 1949 ante os que nasceram após a guerra civil por meio da história conturbada de um pai e filho que se reencontram em 1999. Uma metáfora para o reencontro também da sociedade chinesa com si mesma, de acordo com o curador.

Lucas explica que o principal objetivo da mostra de cinema é, de fato, contar a história de seu povo. “É uma história particular. E ela precisa ser compreendida de tal maneira para que a gente possa inclusive vencer os preconceitos que existem e os desconhecimentos. Então se por um lado a primeira característica que a gente apresenta é a história do povo chinês, a segunda são as questões particulares que fazem parte da sociedade chinesa e são desconhecidas para nós brasileiros”, observa.

Além das exibições, artistas do Instituto Confúcio farão uma apresentação com diversas formas de arte da cultura chinesa a partir das 18h deste sábado. A entrada em todas as sessões é gratuita, e a distribuição de ingressos começa sempre uma hora antes de cada exibição.

Serviço:

1ª Mostra de Cinema Popular Chinês
23 a 26 de novembro
Cine-Teatro Denoy de Oliveira (rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista, São Paulo)

Programação:

23 (quinta-feira)
19h – Grande Li, Pequeno Li e Velho Li

24 (sexta-feira)
19h – O Rei das Máscaras

25 (sábado)
15h – Anjos da Rua
18h – Apresentação Cultural
19h – Carteiro das Montanhas

26 (domingo)
15h – Terra Amarela
17h – Herói
19h – Guerra do Ópio


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