Rio de Janeiro

Gastos com o Museu do Amanhã contrastam com degradação de patrimônio cultural

Especialista afirma que centros culturais antigos da cidade não recebem a mesma atenção, e alguns museus sofrem com abandono

Cristina Índio do Brasil/Agência Brasil
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Museu do Amanhã permite que visitantes realizem uma jornada de exploração aos futuros possíveis

São Paulo – Construído a um custo de R$ 215 milhões, o recém inaugurado Museu do Amanhã causa polêmica no Rio de Janeiro. Para especialistas, há uma contradição do governo carioca ao investir bastante dinheiro em um novo museu, enquanto outros patrimônios da cidade estão degradados e abandonados.

Em entrevista à repórter Viviane Nascimento da TVT, o pesquisador e restaurador Marconi Andrade, afirma que o patrimônio histórico e cultural da cidade não recebe a mesma atenção por parte do poder público local. “Eu quero destacar o fechamento de alguns museus, como o Museu de Cidade, que é extremamente importante. Gastar 215 milhões em um museu só e você ter outros centros culturais precários? O prefeito Eduardo Paes (PMDB) está querendo deixar a marca dele, baseada em obras colossais, mas a destruição do patrimônio continua.”

Em todo o estado são mais de 200 museus espalhados em 92 municípios, mas a maior concentração deles está na capital. Com variedade de perfis, acervos e temas, os museus são instrumentos de construção de identidade e preservação da história.

O Museu do Amanhã foi construído como parte das transformações da zona portuária da cidade para receber os Jogos Olímpicos. O mais novo centro cultural se apresenta como um museu de ciências diferente.

O curador do Museu do Amanhã, Luiz Alberto Oliveira, explica o conceito do museu. “A gente quer aplicar os recursos da ciência para permitir ao visitante realizar uma jornada de exploração aos futuros possíveis. O conceito inicial do museu é de que o amanhã não está pronto, é uma construção.”

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