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Reencontro

Croácia derruba a Inglaterra de virada e faz final contra a França

Em vitória histórica, time do Leste Europeu supera o cansaço e vai para decisão inédita, no próximo domingo, às 12h. Dois times disputaram semifinal em 1998
por Redação RBA publicado 11/07/2018 18h13, última modificação 11/07/2018 19h42
Em vitória histórica, time do Leste Europeu supera o cansaço e vai para decisão inédita, no próximo domingo, às 12h. Dois times disputaram semifinal em 1998
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Mandzukic e Perisic festejam gol contra a Inglaterra, em jogo que classificou seleção do país para a finalíssima da Copa. Será a primeira decisão da Croácia, que estreou no torneio em 1998 – e foi eliminada justamente pela França

São Paulo – Croácia e França farão uma decisão inédita de Copa do Mundo no próximo domingo (15), a partir do meio-dia (horário de Brasília), em Moscou. A segunda vaga foi decidida na tarde desta quarta-feira (11), com a vitória croata na prorrogação, de virada, por 2 a 1, sobre a Inglaterra, garantindo o passaporte para sua primeira final de um Mundial de futebol. Os croatas tiveram de superar o cansaço por disputar três prorrogações nos jogos eliminatórios. No sábado, às 11h, ingleses e belgas disputam o terceiro lugar.

Os dois times são emergentes no futebol mundial. A França vai para sua terceira final desde 1998, quando ganhou o título em casa, derrotando o Brasil. Depois da dissolução da antiga Iugoslávia, nos anos 1990, a Croácia havia estreado em Copas justamente em 1998. E foi eliminada nas semifinais exatamente pela França (2 a 1), sua rival na decisão de domingo.

O gol histórico, que levou o time do Leste Europeu para sua primeira final, foi marcado aos 2 minutos do segundo tempo da prorrogação, com o astro Mandzukic, 32 anos. Dois zagueiros ingleses "esqueceram" do camisa 17, que aproveitou a distração e chutou cruzado de pé esquerdo, da linha da pequena área, vencendo o goleiro Pickford.

Mario Mandzukic mudou a história do jogo, que havia começado da melhor forma possível para os ingleses: logo aos 5 minutos, o lateral Trippier abriu o placar em cobrança de falta perfeita. A Inglaterra foi superior no primeiro tempo e foi para o intervalo com a sensação de que o jogo estava controlado. Mas a Croácia foi para cima dos rivais desde o início da segunda etapa, até que chegou ao gol de empate, aos 23 minutos. Na pequena área, o meia Perisic antecipou-se ao lateral Walker e aproveitou cruzamento que veio da direita.

O gol animou o time croata, que passou a pressionar a defesa inglesa e passou a criar chances reais de virar a partida e garantir seu lugar na final sem ter de disputar mais uma prorrogação – a equipe vinha de dois jogos de 120 minutos, contra a Dinamarca e a Rússia, respectivamente pelas oitavas e quartas de final do torneio.  Em ambos, classificou-se na disputa por pênaltis. (Confira, abaixo, as campanhas das finalistas.)

Melhor fisicamente, a Inglaterra adotou postura mais ofensiva e voltou a comandar as ações no primeiro tempo da prorrogação. Aos 8 minutos do primeiro tempo, após cobrança de escanteio, o zagueiro Stones subiu mais alto que todos e cabeceou para marcar, mas Vrsaljko tirou, também de cabeça, praticamente sobre a linha do gol.

Atrás no placar, a decisão ficou mais dramática para a Inglaterra depois que, aos 11 minutos, o lateral Trippier, autor do gol, teve de abandonar a partida por um estiramento na virilha. O time já tinha feito todas as substituições a que tinha direito e seguiu até o fim do jogo com 10 jogadores.

Dali em diante, a Inglaterra lançou-se à frente, dando espaço para o contra-ataque dos croatas que, exaustos, não conseguiram concluir as chances criadas. Depois de quatro minutos de acréscimo, o árbitro turco Cuneyt Cakir encerrou a partida. Euforia croata e frustração dos britânicos, que só chegaram a uma final de Copa, em 1966, justamente na Inglaterra, com vitória sobre os alemães – por sinal, em uma prorrogação. Desta vez, o artilheiro da Copa, Harry Kane, passou em branco.

Os finalistas chegam invictos à decisão. A Croácia tem quatro vitórias e dois empates, enquanto a França ganhou cinco, sendo três diante sul-americanos, e empatou uma partida. Confira as campanhas dos finalistas:

Croácia 

Nigéria - 2 x 0

Argentina - 3 x 0

Islândia - 2 x 1

Dinamarca - 1 x 1 (3 a 2 nos pênaltis, oitavas)

Rússia - 2 a 2 (4 a 3 nos pênaltis, quartas)

Inglaterra - 2 x 1 (semifinal) 

França 

Austrália - 2 x 1

Peru - 1 x 0

Dinamarca - 0 x 0

Argentina - 4 x 3 (oitavas)

Uruguai - 2 x 0 (quartas)

Bélgica - 1 x 0 (semifinal)