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Bélgica e França jogam hoje para decidir primeiro finalista

Com jogadores jovens e talentosos para ambos os lados, duelo é chamado de "final antecipada". Seleções se enfrentam às 15h
por Redação RBA publicado 10/07/2018 10h19, última modificação 10/07/2018 13h28
Com jogadores jovens e talentosos para ambos os lados, duelo é chamado de "final antecipada". Seleções se enfrentam às 15h
Aurélien Durand/FFF.FR
Treino seleção da França

Com média de idade de 26 anos, a França busca o bicampeonato com um dos grupos mais jovens da competição

São Paulo – A Copa do Mundo da Rússia define nesta terça-feira (10) seu primeiro finalista, que sairá da disputa entre França e Bélgica, às 15h (de Brasília), em São Petersburgo. Segundo a imprensa esportiva de praticamente todo o mundo, quem passar será favorito ao título – a outra semifinal será jogada amanhã, entre Inglaterra e Croácia. Ambos os semifinalistas têm em seus times jogadores talentosos, mostraram que podem variar seu padrão de jogo conforme o adversário e os resultados obtidos durante a competição fazem do encontro a chamada "final antecipada".

Rádio Brasil Atual (98,9 FM na região metropolitana de São Paulo) transmite a partida em parceria com a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. O pré-jogo começa às 14h45, com narração de Ricardo Mazela e comentários de Mário Silva e Valdir Luis. A rádio também pode ser sintonizada diretamente na homepage da RBA ou  no aplicativo exclusivo para Android (baixe aqui). Na Baixada Santista, sintonize 93.3 FM e, no Noroeste Paulista, 102.7 FM.

Com média de idade de 26 anos, a França tem um dos grupos mais jovens da competição e conta com seus atacantes Mbappé, de 19 anos, e Griezmann, de 27, para fazer a diferença contra os belgas, que têm o melhor ataque da Copa, com 14 gols marcados em cinco jogos e o vice-artilheiro do torneio, Lukaku (25 anos) e quatro gols marcados.

Os franceses correm atrás do segundo título em um mundial de seleções, repetindo o feito na Copa disputada em seu país, conquistada na final contra o Brasil, em 1998. “Nosso time é jovem, mas evoluiu e cresceu neste torneio. Estamos prontos para ir além”, disse o técnico Didier Deschamps. Ele é treinador há seis anos do selecionado principal e a base do time que está na Rússia é a mesma que disputou a Copa de 2014 e a Eurocopa 2016. Jogadores como Pogba e Umtiti foram campeões mundiais sub-20 em 2013.

Campeão em 1998, Deschamps tenta se tornar o terceiro nome na história a vencer um Mundial como jogador e treinador. Antes dele, apenas Zagallo e Franz Beckenbauer alcançaram o feito. O brasileiro como jogador em 1958 e 1962 e como treinador em 1970. O alemão era jogador do time campeão em 1974 e foi o treinador em 1990.

Por sua vez, o time da Bélgica tenta chegar ao seu melhor resultado em Copas, que até agora é a disputa pela semifinal no México em 1986. A chamada “geração de ouro” representada na seleção da Bélgica é resultado de mais de uma década de trabalho para reformular as categorias de base do futebol do país e que agora começa a colher resultados concretos. “É uma única oportunidade para as duas seleções, após anos de trabalho. É o jogo que todo mundo quer jogar, pois é especial estar em uma semifinal. É um momento histórico e importante para as duas nações”, afirmou o técnico da Bélgica, o espanhol Roberto Martínez.

Os belgas também carregam seu retrospecto positivo para o jogo. Eles estão há quase dois anos sem saber o que é perder: já são 24 jogos invictos para os Diabos Vermelhos. Além disso, em confrontos diretos com os franceses, o histórico é favorável para a Bélgica: 30 vitórias, contra 24 da França e 19 empates. Entre eles, foram dois encontros em Copa, ambos favoráveis aos franceses: 4 a 2 na disputa do terceiro lugar em 1986, e 3 a 1 em 1938.

Para chegar à semifinal, a França deixou dois campeões mundiais pelo caminho, os sul-americanos Argentina e Uruguai, respectivamente nas oitavas e quartas-de-final do Mundial. Antes de derrotar o Brasil, a Bélgica mostrou competência para virar o placar contra o Japão, que chegou a vencer as oitavas de final por 2 a 0. O resultado final foi 3 a 2 para os belgas.

As duas equipes devem passar por mudanças em suas escalações, em relação às suas últimas partidas. Os franceses têm a volta do meia Matuidi, que estava suspenso contra o Uruguai. Na Bélgica, é o lateral Meunier que agora cumpre suspensão e deve dar lugar ao zagueiro Vermaelen. “Eu penso que a Bélgica tem potencial. Estamos há sete ou oito anos jogando juntos. Talvez alguns não acreditassem que iríamos tão longe, mas agora podemos ir até o fim”, comentou o meia Kevin de Bruyne, autor de um dos gols que tiraram o Brasil da competição, na vitória por 2 a 1 pelas quartas de final, na última sexta-feira (6).

Apesar dos bons ataques, as defesas dos dois times podem ser decisivas na partida de hoje. A Bélgica já acumula 13 partidas eliminatórias seguidas levando gols em Copa do Mundo. Por seu lado, a França só levou quatro gols nesta Copa, passando limpa por Peru, Dinamarca e Uruguai. Os gols foram levados contra Austrália, na vitória por 2 a 1, e Argentina, quando venceu por 4 a 3. 

Outra curiosidade dessa semifinal é a presença do ex-jogador francês Thierry Henry, que ainda é o maior artilheiro da história da seleção de seu país – tendo sido até companheiro de Deschamps – e agora é auxiliar técnico de Martinez na Bélgica.“Eu até acho que ele vai cantar o hino da França”, brincou De Bruyne.