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Justiça manda soltar militantes do MTST presos durante a greve geral

Luciano Antônio Firmino, Ricardo Rodrigues dos Santos e Juracy Alves dos Santos estavam presos preventivamente desde sexta-feira (28)
por Redação RBA publicado 05/05/2017 10h09, última modificação 05/05/2017 10h28
Luciano Antônio Firmino, Ricardo Rodrigues dos Santos e Juracy Alves dos Santos estavam presos preventivamente desde sexta-feira (28)
Danilo Verpa/Folhapress
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Militantes do MTST no momento da prisão durante manifestação de fechamento de vias na greve geral

São Paulo – Os três militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem teto (MTST) detidos durante manifestações na greve geral de 28 de abril foram libertados na tarde de ontem (4), por decisão da Justiça paulista. Juracy Alves dos Santos, Luciano Antônio Firmino e Ricardo Rodrigues dos Santos estavam presos preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) da Vila Independência, na zona leste da capital paulista, sob alegação de que impunham risco à ordem pública.

O desembargador Otávio de Almeida Toledo, da 16ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), aceitou um pedido de habeas corpus feito pelos advogados do movimento. "Argumentamos a absurda falta de fundamentação dessa prisão. Não tem prova contra eles, estavam sendo mantidos com base em um argumento de manutenção da ordem pública", disse o coordenador nacional do MTST Guilherme Boulos, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

Os três militantes foram detidos durante um travamento de via feito pelo MTST em Itaquera, zona leste da capital. Eles foram acusados de incitação ao crime, tentativa de incêndio e explosão. Os policiais militares que realizaram as prisões alegaram que um dos suspeitos foi detido quando se preparava para incendiar uma barricada e os outros teriam disparado rojões contra os agentes.

O movimento diz que as acusações são falsas e as prisões eram políticas, pois nenhuma prova contra os manifestantes foi apresentada. Toda acusação se baseou na palavra dos policiais.