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Em Campinas, reintegração de posse despeja 500 famílias da ocupação Nelson Mandela

Ação da PM no bairro Jardim Capivari foi violenta, com disparos de bombas de gás e balas de borracha contra mulheres, crianças e idosos
por Redação RBA publicado 28/03/2017 13h03, última modificação 30/03/2017 09h45
Ação da PM no bairro Jardim Capivari foi violenta, com disparos de bombas de gás e balas de borracha contra mulheres, crianças e idosos
divulgação
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Polícia Militar cerca a ocupação Nelson Mandela: reintegração de posse em meio a clima tenso

São Paulo – Cerca de 500 famílias da Ocupação Nelson Mandela, em Jardim Capivari, bairro de Campinas, no interior paulista, estão submetidas a processo de reintegração de posse desde as 4h desta terça-feira (28), com a chegada de 400 homens da Polícia Militar e da cavalaria. Segundo reportam ativistas e defensores dos direitos humanos que acompanham a ação do governo de Geraldo Alckmin, a ação da PM nas primeiras horas da manhã foi violenta, com disparos de bombas de gás e balas de borracha, contra mulheres, crianças e idosos.

O proprietário da área, que esteve abandonada por mais de 30 anos e era ponto de desmanche de carros roubados, foi até o local acompanhado por policiais para conferir o despejo das famílias. Segundo moradores e lideranças, estavam disponíveis contêineres e caminhões para levar os pertences dos despejados, mas nem o governador Alckmin (PSDB) e nem o prefeito Jonas Donizette (PSB) ofereceram apoio e abrigo às famílias.

Moradores estão sitiados pela PM enquanto continua o impasse. Lideranças tentam negociar a suspensão da reintegração e a oferta de moradias provisórias aos que não tem para aonde ir. A deputada estadual do PT Marcia Lia esteve no local. Os deputados estaduais petistas Alencar Santana Braga, José Américo e José Zico Prado intercederam para que a PM não avance contra a população.

O coletivo Jornalistas Livres divulgou imagens sobre a situação tensa na ocupação. “Moradores estão tendo que tirar seus pertences. Centenas de homens da PM ameaçam com a invasão, caso os sem teto não saiam”, afirmou Ana Carolina Haddad.