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Além de tarifa zero, protestos de sem-teto pedem controle sobre aluguéis

Movimento que luta por moradia promove atos na periferia de São Paulo e outras cidades da região metropolitana

©Eduardo Monteiro/Frame/Folhapress
Protesto MTST Via Anchieta

Manifestantes participam de ato público organizado pelo MTST na Via Anchieta, em São Bernardo do Campo

São Paulo – O Movimentos de Trabalhadores Sem Teto (MTST) iniciou hoje (19) uma série de manifestações na periferia de São Paulo e outras cidade da Região Metropolitana, com o objetivo de juntar a luta por mais moradia às reivindicações pela redução das tarifas e pela melhoria nos transportes públicos.

Um dos protestos ocorre na região do Jardim Ângela, zona sul da capital. Nesse momento, um grupo de manifestantes é recebido pela Subprefeitura do M’Boi Mirim, na zona sul de São Paulo, para discutir suas pautas.

Cerca de 400 sem teto travaram a estrada do M’Boi Mirim, no sentido centro, por cerca de duas horas. Além da redução da tarifam, eles pedem a extensão da linha lilás do Metrô até o Jardim Ângela, a duplicação da estrada e a ampliação dos corredores de ônibus até o final via.

Além do protesto na zona sul, outros dois grupos de sem-teto estão realizando atos. Um de aproximadamente 300 pessoas travou a rodovia Régis Bittencourt, na altura do município de Taboão da Serra, e outro grupo com cerca de 400 manifestantes protesta na região central de São Bernardo do Campo. Este último chegou a travar a Via Anchieta, que já foi liberada.

O movimento também exige uma legislação específica para controlar o reajuste de aluguéis. O coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, afirma que hoje cada proprietário pode reajustar os aluguéis como quiser.

“No governo de Getúlio Vargas tivemos a Lei do Inquilinato que controlava, e até mesmo congelava, o reajuste do valor do aluguel. Hoje, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), utilizado para calcular o valor do reajuste, é ignorado, sendo que em São Paulo e no Rio de Janeiro os preços chegam a subir quatro vezes mais”, explicou.

Após a reunião na subprefeitura, um grupo de dirigentes dos sem teto vai se reunir com o secretário Municipal de Transportes, Jilmar Tatto, para reivindicar a revogação do aumento e projetos de melhoria viária na estrada do M’Boi Mirim. A secretaria não confirma a reunião.