Amazônia em chamas

Na Espanha, manifestantes chamam Bolsonaro de ‘criminoso ambiental’

Atos foram realizados em diversas cidades europeias um dia após o presidente da França, Emmanuel Macron, chamar de crise internacional as queimadas sem controle na floresta

Extinction Rebellion Spain
Para manifestantes de Barcelona, Bolsonaro é "criminoso ambiental"

São Paulo – Um dia após o presidente francês Emmanuel Macron chamar de “crise internacional” a onda de incêndios que consome a Amazônia diante da inação do governo de Jair Bolsonaro, ruas e praças de diversas cidades da Europa amanheceram tomadas por manifestantes.

Diante da Embaixada brasileira na Espanha, pelo menos duas centenas de ativistas estiveram reunidas para pedir a “demissão” de Bolsonaro, cobrar mais ação no combate aos incêndios e reiterar a importância da Floresta Amazônica para diversos ecossistemas.

“Pedimos que o governo do Brasil tome medidas para apagar o incêndio, que já dura mais de duas semanas”, disse “a Agência EFE o ativista Alejandro Martínez, que integra a FridaysForFuture (FFF), rede internacional criada pela estudante e ambientalista sueca Greta Thunberg. A FFF ajudou a organizar atos em diversas cidades além de Madrid, Málaga, Lugo, Sevilla, Valência, Salamanca e Zaragoza.

Em Barcelona, em meio a centenas de pessoas, um manifestante levou um cartaz com os dizeres, em inglês, “Bolsonaro criminoso ambiental”. Uma imensa faixa, simbolizando as águas, abriu a passeata em que as pessoas empunhavam grandes folhas, lembrando as árvores da maior floresta tropical do mundo e seu papel fundamental no equilíbrio ecológico do planeta.

As embaixadas do Brasil em Londres, Paris, Berlim, Zurique e o consulado em Genebra também foram palco de protestos.

Ontem (22), o presidente da França propôs que os incêndios sejam discutidos neste final de semana, durante reunião do G7, formado pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. A questão, que preocupa autoridades, ambientalistas e a população em geral em todo o mundo, já é motivo de boicotes e pressões por parte da Finlândia, Alemanha e Irlanda.

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