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É possível uma ‘terceira via’ de desenvolvimento para a Amazônia?

'O elemento inovador da terceira via é propor trazer para o seio da floresta e das comunidades as modernas tecnologias que lhes propiciarão enorme poder de gerar novos conhecimentos', diz Carlos Nobre

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Amazônia

Novos modelos de exploração bioeconômica poderia acrescentar US$ 1,5 bi à economia Amazônica por ano

São Paulo – Em entrevista concedida à IHU On-Line, o pesquisador Carlos Nobre, graduado em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e doutor em Meteorologia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), defende uma “terceira via” para o desenvolvimento da Amazônia. Seria uma alternativa econômica ao confronto entre a primeira e a segunda via, ressaltando o papel das novas tecnologias que aparecem no cenário da Quarta Revolução Industrial.

Essa via, segundo Nobre, teria como objetivo “conciliar a proteção dos ecossistemas em unidades de conservação, terras indígenas e reservas extrativistas (…) com a chamada intensificação sustentável da agropecuária e contenção dos desmatamentos causados pela expansão das fronteiras agrícolas e da mineração e hidroeletricidade, isto é, um modelo intensivo em recursos naturais”.

Por muito tempo, o debate sobre o desenvolvimento da Amazônia ficou restrito a se buscar conciliar a proteção dos ecossistemas em unidades de conservação, terras indígenas e reservas extrativistas (que chamamos de ‘Primeira Via’) com a chamada intensificação sustentável da agropecuária e contenção dos desmatamentos causados pela expansão das fronteiras agrícolas e da mineração e hidroeletricidade, isto é, um modelo intensivo em recursos naturais (que denominamos de ‘Segunda Via’)”, explica Nobre. “Este debate não ajudou a frear a expansão do desmatamento, ainda que se deva reconhecer que a política de expansão das unidades de conservação e demarcação de terras indígenas foi fator preponderante na redução de mais de 70% nas taxas anuais de desmatamento entre 2005 e 2014.”

Confira a íntegra da entrevista no IHU On-line.

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