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'O hexa pode esperar', diz jornal argentino sobre a eliminação do Brasil

Argentinos elogiam seleção brasileira, reconhecem que Neymar foi melhor que Messi, mas destacam: "Brasil fora! O que querem que digamos? Não vamos ficar tristes por eles terem sido eliminados da Copa do Mundo"
por Redação RBA publicado 06/07/2018 19h59, última modificação 07/07/2018 01h26
Argentinos elogiam seleção brasileira, reconhecem que Neymar foi melhor que Messi, mas destacam: "Brasil fora! O que querem que digamos? Não vamos ficar tristes por eles terem sido eliminados da Copa do Mundo"
Reprodução
Brasil e Bélgica

O diário esportivo 'Olé', da Argentina, reconhece o talento brasileiro, mas não deixa por menos na manchete

São Paulo – Como não poderia deixar de ser, a eliminação do Brasil da Copa do Mundo da Rússia, após a derrota de 2 a 1 para a Bélgica nesta sexta-feira (6), repercutiu em todo o mundo. Os argentinos não deixaram por menos. O diário esportivo Olé estampou, nas conhecidas letras garrafais, o título: “O hexa pode esperar”. No texto, o jornal esclarece: “Brasil fora! O que querem que digamos? Não vamos ficar tristes por eles terem sido eliminados da Copa do Mundo na Rússia. O hexa pode esperar (outra vez).”

Mas o Olé reconhece a força brasileira: “Elogiamos a reinvenção depois dos 7 a 1 contra a Alemanha. Admiramos a alegria com que eles jogam. Elogiamos o trabalho de Tite. Reconhecemos que Neymar foi melhor do que Messi. Aplaudimos as travessuras de (Felipe) Coutinho. E tudo o que nos falta a nós, os invejamos saudavelmente”. Porém, o jornal conclui: “Mas, se não levantamos a taça, muito menos queremos que vocês a levantem”.

Mais circunspecto, o diário El Clarín pontua: “Não é mais uma coincidência ou um benefício do acaso. Os caras que vestem vermelho e representam a Bélgica são o principal charme deste momento na Copa do Mundo. Uma surpresa? Sim, mas apenas com os olhos da história, que dizia ser impossível eliminar o Brasil. No campo de jogo, esta equipe multicolorida comandada pelo catalão Roberto Martínez (técnico espanhol da Bélgica) garantiu que está à altura da Copa do Mundo”.

Até o diário The New York Times, considerado o jornal mais importante dos Estados Unidos, país onde o soccer está longe de ser o esporte do povo (perde de longe para o beisebol, o basquete, e o futebol americano), repercutiu na capa de sua versão online. “Corrida do Brasil pela Copa do Mundo se chocou contra a Bélgica”. No texto, o diário novaiorquino afirma que a caminhada da seleção de Tite “terminou em silêncio na sexta-feira”.

O italiano La Gazzetta dello Sport deu o título: “De Bruyne no topo, Neymar fracassado”. O jornal lembra que, ao eliminar o Brasil, a Bélgica transformou a Copa da Rússia numa competição europeia. “Pela quarta Copa do Mundo consecutiva, um time do nosso continente vai erguer a taça. No final de mais uma partida emocionante, tensa e surpreendente, a Bélgica venceu o Brasil por 2 a 1, marcando no primeiro tempo e resistindo heroicamente no segundo”, diz  La Gazzetta.

Antes da Copa da Rússia, os vencedores da competição foram Itália (2006), Espanha (2010) e Alemanha (2014). O último campeão não europeu foi o Brasil, em 2002.

O jornal esportivo Marca, da Espanha, cutuca o principal craque brasileiro, que trocou o supercampeão Barcelona pelo francês PSG, em agosto de 2017. “Neymar sai pela porta dos fundos do Mundial e termina um ano para esquecer”. Na Europa, a temporada acontece de julho a junho, diferentemente do Brasil, onde o calendário do futebol vai de janeiro a dezembro. “Não foi o ano de Neymar, longe disso”, diz o Marca.

“Lesionado no PSG e ausente na última parte da temporada, tampouco foi o seu mundial, com a eliminação nas quartas-de final diante da  Bélgica.” O diário espanhol se refere à contusão de Neymar, em fevereiro, que chegou a colocar em risco sua performance na Copa.

O Marca também comenta as polêmicas em torno do ex-jogador de Santos e Barcelona, que no jogo contra a Bélgica levou botinadas, mas também, mais uma vez, tentou cavar faltas e um pênalti inexistente. "Seu choro, seu teatro, o tempo no chão depois das muitas faltas que recebeu e seus protestos deram muito o que falar sobre seu futebol, muito descontínuo e intermitente”.