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Há 5 anos

Instituto Vladimir Herzog debate jornadas de Junho de 2013

Bruno Torturra, um dos participantes do evento, analisa os efeitos das manifestações que repercutem no país até hoje
por Redação RBA publicado 13/06/2018 15h49, última modificação 13/06/2018 15h52
Bruno Torturra, um dos participantes do evento, analisa os efeitos das manifestações que repercutem no país até hoje
Marcelo Camargo/ABr
Jornadas Junho de 2013

Avenida Paulista, um dos palcos das manifestações de junho de 2013 que tomaram o país

São Paulo – Cinco anos após as manifestações que tomaram as ruas em junho de 2013, o Instituto Vladimir Herzog promove na tarde desta quarta-feira (13) o debate "Interesse Público: As vozes de 2013", com o objetivo de refletir sobre o legado deixado pelas mobilizações da época no atual contexto político do Brasil. O ativista e jornalista Bruno Torturra, que participará do evento, concedeu uma entrevista a Marilu Cabañas e Glauco Faria na Rádio Brasil Atual e defendeu que as manifestações não são as únicas responsáveis pelo cenário político vivenciado hoje na sociedade brasileira.

Apesar das contradições e das inúmeras interpretações sobre o significado dos eventos de junho de 2013, a crise política, as manifestações de 2015 e o processo de impeachment são reconhecidos como parte de seus desdobramentos diretos. Mas, para além disso, o ativista também levanta outro aspecto, a crise da própria mídia tradicional, evidenciada pela sua falta de credibilidade perante a sociedade. Segundo ele, as mobilizações também contribuíram para o surgimento de novas mídias e identidades políticas, que podem ser decisivas para as eleições deste ano.

"Acho que a gente não pode subestimar o poder que a imprensa ainda tem, mas ela não controla mais a narrativa por conta própria", pondera Torturra.

Ouça a entrevista completa: 

 

SERVIÇO 

Debate "Interesse público: As vozes de 2013"

Data: 13 de junho (quarta-feira), às 16h, no Salão Nobre do Centro Universitário Maria Antonia (USP)

Entrada aberta e gratuita