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CMP defende articulação e reformas para revogar 'medidas anti-povo'

"Não basta só disputar eleições. É preciso dar um salto da organização de base", diz Raimundo Bonfim, eleito coordenador nacional. Ele considera "prioridade total" a libertação de Lula
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 09/04/2018 16h24, última modificação 09/04/2018 16h27
"Não basta só disputar eleições. É preciso dar um salto da organização de base", diz Raimundo Bonfim, eleito coordenador nacional. Ele considera "prioridade total" a libertação de Lula
Douglas Mansour
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Nova direção tem 21 integrantes. Coordenador prega unidade entre frentes Brasil Popular e Povo sem Medo

São Paulo – Com 203 delegados de 15 estados, a Central de Movimentos Populares (CMP) encerrou no sábado (7) seu sexto congresso nacional, realizado em Guararema (SP), indicando como prioridades a mobilização pela libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a formação de uma frente anti-fascismo e mais articulação no campo progressista para revogar medidas do atual governo. Raimundo Bonfim, de São Paulo, foi eleito coordenador nacional. A nova direção tem 21 integrantes.

Um dos fundadores da CMP – criada em outubro de 1993, em Belo Horizonte –, Raimundo diz que é preciso "ampliar a representação da classe trabalhadora (no Parlamento), criar força social e apontar para reformas estruturais para revogar as medidas anti-povo" da gestão temer". "Só derrotaremos esse projeto se elevarmos nosso nível de conscientização", afirma.

Ele enfatiza a importância de reforçar a unidade entre as frentes Brasil Popular (da qual é coordenador) e Povo sem Medo, partidos de esquerda e movimentos sociais. "Para defender a democracia, garantir direitos e assegurar eleições livres. Mas não basta só disputar eleições. Precisamos também dar um saldo na organização de base, na elevação da conscientização e politização da classe trabalhadora."

O coordenador nacional da CMP e da Frente Brasil Popular considera "prioridade total" a mobilização para libertar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ele considera o candidato no campo da esquerda com possibilidades reais de enfrentar e derrotar o projeto em andamento, apresentando inclusive um referendo revogatório de medidas aprovadas pelo governo Temer. Neste momento, Raimundo põe em dúvida a própria realização de eleições.

Também se aprovou a participação nos esforço para combater o fascismo no país. "Esse é um movimento muito perigoso. A gente sabe, pela história, a que isso levou", diz o coordenador.

Outra resolução vai no sentido de as instâncias estaduais e municipais "construírem, com prioridade, o congresso do povo". Segundo Raimundo, é preciso "apontar diretrizes para um projeto de país".