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Reféns do medo

Moradores da Rocinha e do Vidigal fazem caminhada pela paz no Rio de Janeiro

Moradores reclamaram do estado de cerco em que vivem por causa dos conflitos entre policiais e traficantes, que também compromete o funcionamento de serviços essenciais
por Redação RBA publicado 08/02/2018 11h04, última modificação 08/02/2018 12h50
Moradores reclamaram do estado de cerco em que vivem por causa dos conflitos entre policiais e traficantes, que também compromete o funcionamento de serviços essenciais
Reprodução/TVT
Marcha pela Paz

Moradores da Rocinha e Vidigal foram até a casa do governador Pezão para protestar contra a falta de segurança

São Paulo – Moradores da Rocinha e do Vidigal realizaram uma caminhada pela paz nas ruas da zona sul do Rio de Janeiro nesta terça-feira (6) para exigir o fim dos confrontos entre policiais e traficantes. O clima de insegurança tem afetado a prestação de serviços públicos, e os direitos mais básicos tem sido negado pelo Estado aos cidadãos. 

O protesto começou no final da tarde na Avenida Niemeyer, próximo à Rocinha,  ganhou corpo com a adesão dos moradores do Vidigal, e seguiu até à casa do governador Luiz Fernando Pezão (MDB), com uma manifestação teatral mostrando a opressão vivida pelos moradores em meio aos conflitos e à falta de serviços. 

Os manifestantes portavam cartazes com apelos à paz e críticas a Pezão, classificado como "o pior governador do mundo". "Quando tem confronto com a polícia, a gente não consegue ir trabalhar, não consegue estudar, não consegue levar as crianças", afirmou o morador da Rocinha Denis Neves à repórter Viviane Nascimento, para o Seu Jornal, da TVT

Também revelaram o sofrimento das vítimas dos erros da atual política de segurança pública. "Entendo que a população favelada fica intimidada em descer. Muitas pessoas queriam participar, mas ficaram temerosa", relatou a moradora do Vidigal Barbara Nascimento. Mas, segundo ela, as pessoas das comunidades já estão acostumadas com a opressão no dia a dia, e se calar é sustentar esse atual estado de coisas. "Por isso, a gente precisa ir para a rua", afirmou. 

"Estamos sem água em alguns lugares. Estamos sem a retirada de lixo em alguns lugares. Quer dizer, a gente não está vivendo, está sobrevivendo, morando como se fossemos ratos, sem acesso a nenhum direito mais básico, porque o governo está bombardeando a gente, e ninguém quer fazer nada pela Rocinha, neste momento que só tem tiro", desabafou o morador da Rocinha Davison Coutinho.

Assista à reportagem do Seu Jornal, da TVT: