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Repórter da 'Rádio Brasil Atual' vence o Troféu Mulher Imprensa

Marilu Cabañas é a vencedora do prêmio dedicado a mulheres jornalistas. Disputando contra repórteres da CBN, Rádio Gaúcha e BandNews, ela foi a escolhida na categoria Repórter de Rádio
por Redação RBA publicado 12/06/2017 18h47, última modificação 18/06/2017 14h04
Marilu Cabañas é a vencedora do prêmio dedicado a mulheres jornalistas. Disputando contra repórteres da CBN, Rádio Gaúcha e BandNews, ela foi a escolhida na categoria Repórter de Rádio
reprodução/facebook
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'Prêmio acaba dando visibilidade para o nosso trabalho', disse a jornalista Marilu Cabañas

São Paulo – A jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, venceu o Troféu Mulher Imprensa na categoria Repórter de Rádio. Única representante da mídia alternativa, Marilu concorreu com Cátia Toffoletto (CBN), Kelly Matos (Rádio Gaúcha), Lenise Klenk (BandNews Paraná) e Michelle Trombelli (BandNews).

O prêmio está em sua 11ª edição e é realizado pelo portal e revista Imprensa. “Única premiação jornalística do Brasil dedicada exclusivamente ao público feminino, o Troféu Mulher Imprensa reconhece o trabalho das mulheres nas redações brasileiras e premia os talentos de norte a sul do país”, afirma a organização.

“É importante dar visibilidade para o trabalho que a gente faz. No meu caso, agora estou em uma rádio alternativa, que não tem uma audiência como a Bandeirantes, como a CBN, mas o prêmio acaba dando visibilidade para o nosso trabalho”, disse Marilu. As vencedoras receberão seus prêmios em evento em data ainda a ser definida, em São Paulo.

Reportagens premiadas

Marilu Cabañas já havia recebido em 2013 o Prêmio Herzog de Direitos Humanos pela série de reportagens “Voz Guarani-Kaiowá”, que retrata a luta da etnia por suas terras, os tekohas – territórios sagrados na cultura indígena – em municípios de Mato Grosso do Sul.

Na mesma edição, a então repórter da Rádio Brasil Atual Anelize Moreira recebeu menção honrosa pela série de reportagens “Dores do parto”. A série mostra a realidade de mulheres que sofreram violência obstétrica, e também das que optaram pelo parto humanizado.

Ainda em 2013, a reportagem “Guerreiro de batina”, publicada na edição de setembro de 2011 pela Revista do Brasil, de autoria de João Peres e Virgínia Toledo, recebeu menção honrosa no 27º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, promovido pela seccional do Rio Grande do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS).

São 17 categorias de premiação, que nesta edição, reconheceu o trabalho das jornalistas Eliane Brum, do El País, pela categoria Repórter de Jornal/Jornalista Independente, e também a Associação AzMina, que levou o Troféu na categoria Projeto Jornalístico. “AzMina é uma instituição sem fins lucrativos cujo objetivo é combater os diversos tipos de violência que atingem mulheres brasileiras, considerando as diversidades de raça, classe e orientação sexual”, afirmam.

Já levaram prêmios, em distintas edições, jornalistas da grande mídia, como Glória Maria e Miriam Leitão, da TV Globo. Já pela mídia alternativa, Maria Inês Nassif, do Jornal GGN, venceu o Troféu como repórter de site de notícias, no ano passado. Cynara Menezes, do blog Socialista Morena, também foi premiada, na 9ª edição, na categoria Jornalista de Mídias Sociais. “Ganhar esse prêmio com um blog em meio a tantas competidoras de grandes veículos me deixou surpresa e feliz, ainda mais um blog que se dispõe assumidamente a falar de política com um viés ideológico”, disse Cynara na ocasião.