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Mulheres veem feminismo cada vez mais de forma positiva

Para Thaís Lapa, da Marcha Mundial das Mulheres, o atual momento do país desperta mulheres a prestar atenção no quanto seus direitos "são importantes e a necessidade de defendê-los"
por Redação RBA publicado 08/03/2017 10h56, última modificação 08/03/2017 15h05
Para Thaís Lapa, da Marcha Mundial das Mulheres, o atual momento do país desperta mulheres a prestar atenção no quanto seus direitos "são importantes e a necessidade de defendê-los"
MÍDIA NINJA
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Aumento no apoio à luta das mulheres surge quando as pessoas parcebem que os direitos femininos estão sendo ameaçados pela conjuntura

São Paulo – O 8 de Março, Dia Internacional da Luta pelos Direitos das Mulheres, ganha mais importância a cada ano, já que os direitos da população feminina do planeta ainda estão longe de serem respeitados. De uma forma geral, a desigualdade entre homens e mulheres ainda é uma regra. Para Thaís Lapa, da Marcha Mundial das Mulheres, atualmente tem muito mais gente falando sobre feminismo de um jeito positivo e não pejorativo. Em entrevista ao Seu Jornal, da TVT, ela afirma que as pessoas estão percebendo que as mulheres estão com os direitos ameaçados. "O atual momento desperta as mulheres a prestarem a atenção no quanto seus direitos são importantes e para a necessidade de defendê-los."

Na tarde desta quarta-feira, a Marcha Mundial das Mulheres será um dia de luta intenso, na qual milhares estarão nas ruas lutando contra a reforma da Previdência, exigindo o fim da violência contra a mulher e a descriminalização do aborto. Estão previstos atos em pelo menos 11 estados e no Distrito Federal, durante todo o dia.

Leia trecho da entrevista:

A gente sabe que as mulheres ganham menos que os homens, são vítimas de violência doméstica, de assédio sexual e também moral. Você acha que as pessoas estão tendo um nível maior de consciência em relação a esses problemas, principalmente, as mulheres? 

Com certeza. A gente pode dizer que o feminismo é a 'bola do momento'. Tem muito mais gente falando do feminismo como um termo não pejorativo. As pessoas estão conhecendo mais os direitos que as mulheres têm, inclusive em um momento como agora, quando esses direitos estão sendo ameaçados. Então, parece que desperta as mulheres a prestarem  atenção no quanto eles são importantes e a necessidade de defende-los. 

Por isso a manifestação de hoje vai ser grande?

Sim, a gente está bem animada com a mobilização do ato. Vamos fazer uma manifestação estadual na Praça da Sé, com mulheres do ABC e interior. A concentração será a partir das 15h, com atividades culturais, para sair ao encontro dos professores, que estarão na Avenida Paulista.

Nos Estados Unidos, em 2016, após declarações machistas do presidente Donald Trump, o feminismo despertou entre mulheres e homens. Na Argentina, tem a o movimento "Ni Una Menos". Então, é de esperar enormes manifestações mundiais? 

Sim. Está existindo uma sensibilização muito grande com o tema de feminismo e com esse tipo de pessoa que Trump representa. Aliás, no Brasil temos alguns "Trumps" inclusive, com pessoas que propagam o machismo e ódio às mulheres e homossexuais. Isso ajuda algumas pessoas atentas à pauta do feminismo a se indignarem. Isso tende a tomar força tanto nos Estados Unidos, quando na América Latina. 

Apesar das inúmeras pautas, vocês têm uma que é mais urgente para ser debatida agora?

Tem um conjunto básico, que é a do aborto, que é desafio persistente no nosso país. Tem também a questão da violência contra as mulheres e o trabalho das mulheres, que engloba a exploração que sofrem nos seus espaços de trabalho, exploração econômica, assédios. No Brasil, a média da diferença salarial entre homens e mulheres é de 25%.

O lema "nenhuma mulher a menos e nenhum direito a menos" tem sido o mote movimento feminista a algum tempo, porque a gente quer estar viva para lutar e não queremos perder o direito que já temos.

Assista a íntegra: