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Movimentos sociais cobram efetivação de comitê criado para acompanhar população de rua

por Paula Laboissière publicado 10/03/2010 16h52, última modificação 10/03/2010 16h53

Samuel Rodrigues, do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, fala na solenidade de instalação do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (Foto: Wilson Dias/ABr)

Brasília - Durante a solenidade de instalação do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua, movimentos sociais cobraram a efetivação das ações previstas para a área, mesmo em ano eleitoral.

Composto por representantes de nove ministérios e por nove integrantes da sociedade civil, o comitê será coordenado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH). O grupo tem o objetivo de elaborar e coordenar políticas públicas em áreas como segurança alimentar, habitação, saúde e educação.

Segundo o representante do Movimento Nacional de População em Situação de Rua, Samuel Rodrigues, elaborar políticas para essas pessoas é um assunto que, geralmente, poucas pessoas se propõem a discutir. Ele lembrou que o calendário político para 2010 é apertado, por conta do pleito de outubro, mas destacou que é preciso concretizar tudo o que foi debate nos últimos três anos que antecederam a criação do comitê.

“Isso depende de empenho nosso e do governo, de arregaçar as mangas”, disse. “População de rua existe em todo o mundo, mas será que todo o mundo topou o desafio de uma política para essa população? Isso nos enriquece, nos engrandece, significa o resgate da cidadania, um motivo de orgulho”, completou.

O coordenador da Pastoral do Povo de Rua, Padre Júlio Lancellotti, afirmou que o lançamento do comitê não representa um momento definitivo para essa população, mas uma maior segurança diante da promessa de uma política em âmbito nacional.

“É uma dívida que temos com irmãos que vem sendo despojados da sua dignidade, de seus sonhos, de suas possibilidade. Não vamos resolver tudo, mas é preciso dar passos”, afirmou.

Segundo Lancellotti, a prioridade do governo deve ser descobrir saídas para que a população de rua saia dessa situação. “A gente ainda insiste muito em albergues, mas isso já era. Precisamos de uma resposta nova, que passe pela questão da saúde, da moradia, da educação”, defendeu. 

Fonte: Agência Brasil

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