La Roja

Espanha derrota Inglaterra e é campeã pela primeira vez da Copa feminina

La Roja fez 1 a 0 nas Leoas, atuais campeãs europeias, com gol de Olga Carmona e levantou o troféu pela primeira vez na sua história diante de estádio completamente lotado na Austrália

(twitter/FIFAWWC)
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Festa espanhola na Austrália

São Paulo – A Espanha venceu a Inglaterra por 1 a 0 neste domingo (20) e conquistou pela primeira vez em sua história da Copa feminina de futebol. O gol foi marcado pela lateral esquerda Olga Carmona aos 28 minutos da primeira etapa da partida disputada no Accor Stadium, em Sydney, na Austrália. Aproximadamente 76 mil pessoas acompanharam no estádio o duelo entre La Roja e as Leoas, atuais campeãs europeias. O terceiro lugar ficou com a Suécia.

O gol do título saiu após Carmona receber um passe de Caldentey na esquerda. A lateral dominou, avançou e finalizou rasteiro para colocar a bola no fundo da rede. A vantagem colocou no placar um melhor futebol já notório em campo. Na segunda etapa, a Espanha teve a oportunidade de ampliar aos 23 min em cobrança de pênalti marcada após Keira Walsh tocar a bola com a mão dentro da área. A veterana Jenni Hermoso, um dos principais nomes do time, cobrou, mas Mary Earps pegou.

Com o título, a seleção espanhola entrou para o seleto grupo de campeãs mundiais no futebol feminino, encabeçado pelos Estados Unidos (quatro títulos) e que ainda tem Alemanha (dois), Japão e Noruega (um cada). Além disso, igualou aos germânicos, únicos, até então, a levantarem a taça da Copa do Mundo entre homens e mulheres.

Goleadas e susto

A campanha da Espanha começou com duas vitórias fáceis e um susto na fase de classificação. Aplicou 3 a 0 na Costa Rica e 5 a 0 em Zâmbia. A seguir, já classificada, amargou uma derrota por sonoros 4 a 0 diante do Japão. Nas oitavas, recuperou a confiança ensacando 5 a 1 na Suíça, depois derrotou a Holanda, até então vice-campeã mundial, por 2 a 1 e nas semis passou pela Suécia com um 2 a 1.

Olga Carmona

Detalhe que o passaporte na final foi garantido com um gol de Olga Carmona aos 44 minutos do segundo tempo, após o time tomar o empate das suecas dois minutos antes. Após conquistar o título, Carmona dedicou a taça para a mãe de sua melhor amiga. “Essa vitória foi uma conquista e queremos dedicá-la a mãe de uma das minhas melhoras amigas, que faleceu recentemente. Dedico com todo o meu amor”, disse, para a transmissão oficial da Copa Feminina.

Dentre os prêmios pessoais, dois dos quatro foram para espanholas. A Bola de Ouro, dedicada para a melhor jogadora da Copa feminina, ficou com a meia Aitana Bonmatí, jogadora do Barcelona. O troféu de melhor jogadora jovem foi para a atacante Salma Paralluelo, também atleta do time catalão. A Luva de Ouro, oferecida para a melhor goleira, foi para a inglesa Mary Earps, do Manchester United. Já a Chuteira de Ouro, para a artilheira, ficou com a japonesa Hinata Miyazawa, autora de cinco tentos.

Putellas

No elenco que foi para a Austrália, além das atletas premiadas, destaque para Alexia Putellas, outra do Barça, atual detentora da Bola de Ouro, dada à melhor jogadora do mundo. Putellas, porém, não chegou na Austrália nas melhores condições físicas, já que sofreu uma grave lesão no joelho em julho do ano passado. Desde então, fez apenas nove jogos pela seleção antes da final.

Crise interna

Além das adversárias, as espanholas precisaram superar uma crise interna com o treinador Jorge Vilda. A desavença gerou um boicote de nada menos do que doze atletas, que se recusaram a servir à seleção na Copa feminina por conta do treinador. Na convocação, porém, algumas retornaram ao grupo. Antes da final começar, Vilda teve o nome vaiado pela torcida. Após o apito final, comemorou e foi abraçado por jogadoras e comissão técnica.

*com informações da Agência Brasil


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