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Investigada em duas CPIs e em crise após apagão de vários dias em SP, Enel muda comando

Segundo informações recentes, a empresa reduziu seu quadro de funcionários em 36% desde 2019, um ano após assumir o controle que era da antiga Eletropaulo

Rovena Rosa
Rovena Rosa
Tempestade do dia 3 deixou 4,2 milhões de imóveis sem energia elétrica, alguns deles por quase 7 dias

São Paulo – Após 32 anos na Enel, dos quais cinco como presidente da empresa no Brasil, o italiano Nicola Cotugno sucumbiu à crise exposta pelo apagão de vários dias no início do mês e deixou o cargo ontem (23). Cotugno estava no Brasil desde outubro de 2018, quando a companhia italiana comprou a Eletropaulo.

A empresa de energia é objeto de duas CPIs, uma na Assembleia Legislativa e outra na Câmara Municipal de São Paulo. Cotugno – que chegou a depor na CPI da Assembleia – se afasta 20 dias depois que 4,2 milhões de imóveis ficaram sem energia elétrica em todo o estado de São Paulo, alguns deles por quase sete dias, após uma tempestade.

No entanto, segundo a Enel, Cotugno não deixa a empresa por esse motivo. Ele deveria ter saído em outubro. Ficou por mais tempo no cargo até a chegada de um sucessor. E com a crise, prorrogou a permanência para tratar da situação, afirma a Enel. Segundo o g1, ata de reunião confirma que ele pediu a aposentadoria em outubro. Guilherme Gomes Lencastre assume o cargo interinamente, diz a nota da empresa.

Redução de funcionários em 36%

Segundo informações divulgadas recentemente, a Enel reduziu seu quadro de funcionários em quase 36% desde 2019, quando eram 23.835, entre próprios e terceirizados. Em 30 de setembro de 2023, os agora chamados “colaboradores” eram 3.863 próprios da Enel SP e 11.503 terceirizados, diz relatório para investidores. Hoje, a empresa tem 7,85 milhões de consumidores, entre residências e empresas, na Grande São Paulo.

O Procon de São Paulo informou no último sábado (18) que multou a concessionária em R$ 12,7 milhões, por não fornecer energia após o temporal que caiu sobre São Paulo. O órgão se baseou nas muitas reclamações registradas em sua plataforma digital e mesmo nos postos de atendimento no Poupatempo, Delegacias de Polícia e Procon Móvel.

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