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Para Mantega, BC não aumentará a taxa básica de juros

Ministro disse que uma alta da Selic só ocorreria caso a economia passasse a crescer acima do previsto
por Daniel Mello publicado 01/03/2010 19h19, última modificação 01/03/2010 19h19
Ministro disse que uma alta da Selic só ocorreria caso a economia passasse a crescer acima do previsto

São Paulo - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira (1º) que não acredita que o Banco Central esteja planejando aumentar a taxa de juros básicos (Selic). Segundo ele, isso só deverá ocorrer caso a economia comece a crescer acima do previsto.

“Eu tenho visto as declarações do presidente Meirelles [Henrique Meirelles, presidente do Banco Central], e  ele está tranquilo. Várias vezes ele falou que a projeção de crescimento do PIB é 5,8%. Ele já disse para mim e para a imprensa :'É possível um crescimento de 5,8% sem pressão inflacionária'”.

Mantega disse ainda que o aumento da demanda interna não provocará o aumento da inflação. Segundo ele, as empresas estão realizando os investimentos necessários para atender o consumo dos brasileiros, que deverá crescer entre 7% e 7,5% neste ano. “Os empresários demonstraram que são capazes de reagir ao uma pressão da demanda”, disse.

O ministro também minimizou a alta da inflação verificada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês de janeiro. De acordo com Mantega, o aumento foi causado por fatores sazonais, como o reajuste das mensalidades escolares e a perda de produtos agrícolas por causa das chuvas.

“Isso estava já dentro das possibilidades. Então vejo que a partir de março a inflação vai para outro patamar. O IPCA deu 0,75% em janeiro. Em fevereiro ainda vai ficar um pouco alto. Em março já volta para 0,30% ou 0,35%, em uma estimativa aproximada”, avaliou.

Para o presidente da  Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, um aumento da Selic causaria uma valorização do dólar em relação ao real, prejudicando as exportações que já estão com problemas porque os mercados dos Estados Unidos e da União Europeia ainda sofrem os efeitos da crise.

Mantega se reuniu com empresários na Fiesp.

Fonte: Agência Brasil